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Category Archives: Poesia

Podia dar-me para pior… deu-me para aqui… e em vez de estar a estudar estatistica, com uma frequencia daqui a dois dias, deu-me para limpar o pó a poemas antigos… ai ai ai… deve ser esta lua cheia em escorpião a mexer em feridas de guerra… marcas de batalhas travadas…desta e de outras passagens…está tudo bem o que acaba bem…diz o povo…e quem sou eu para contraria-lo…

Feitiço

 

Assim estou eu…

Como Merlin, o Mago.

Ainda, e para sempre, aprisionado

Em Célticos Bosques Encantados

Por artes mágicas de Nimue fadado. 

Assim estou eu…

Para todo o sempre enfeitiçada,

Eternamente por ti enamorada.

Quebra este feitiço,Senhor, eu te rogo!

Com o poder da Agua, da Terra e do Fogo! 

Com palavras mágicas, o encanto desfaz…

Mata esta loucura…Devolve-me a paz.

Alda Maria Maltez

 

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Antes…

 

Antes eu bebia sôfrega a luz dos teus olhos,

Eles brilhavam pra mim como estrelas na noite

…e só eu é que via…

 Antes

As tuas palavras, ditas banais, eram poemas

Cheios de flores, e cor e musica

…e só eu é que ouvia… 

Antes

Eu embarcava no teu sorriso

E navegava no mar das minhas fantasias

…e só eu é que sabia…

Antes

Eu falava com os anjos…e eles mostravam-me

Caminhos de luz até ao teu palácio

…e só eu é que sabia… 

Antes…

Antes as minhas mãos procuravam-te no meu corpo

No silêncio das noites de insónia,

E as minhas lágrimas escreviam o teu nome no meu rosto,

E eu bebia a dor salgada de te querer sozinha.

…mas isso era antes…

Porque antes eu amei um sonho…uma fantasia

…e já toda a gente sabia… 

Mas agora…

Agora as fontes dos meus olhos secaram

E transformaram-se em tinta e em palavras

E eu pintei telas com as cores da minha alma

E enchi folhas com palavras que agora já não me falam,

E tu estás em cada sílaba, em cada pincelada

E eu já não te conheço.

E os teus olhos já não têm o brilho que eu imaginava

…porque só eu é que via… 

Porque agora…

Agora eu enchi a minha vida com os sorrisos perdidos,

E fiz da minha dor o meu navio

E naveguei os temporais que me assolaram, e saí ilesa.

Apenas estou cansada…exausta…

Porque eu passei pela tempestade,

Não foi ela que passou por mim…

E eu saí mais forte.

E hasteei as velas da minha coragem

E rumei a novas paragens…

E ficaram para traz as palavras inocentes

Com que compunha os poemas

Que a menina dentro de mim inventava para te oferecer.

Porque o que eu sentia tinha atravessado o tempo…

Outros tempos…

Porque em outras vidas este amor foi vivido a dois

E eu não estava sozinha.

Mas tu perdeste as memórias

E viajaste no tempo sem lembranças…

…mas isso era antes… 

Porque antes…

Antes eu passeava descalça em roseirais brancos

Abrindo caminhos de sangue

…e só eu é que sentia… 

Alda Maria Maltez

 

 

Não…

Não te vou escrever um poema…

Porque tu és poesia.

Nem sendo poetisa saberia…

Não…

Não vou dizer que te amo…

Porque tu és amor.

Nem tendo já amado poderia…

Não…

Não vou cegar de novo…

Porque tu és luz.

Que no meu coração habitaria…

Não…

A ti…não.

Não te vou dedicar um poema… já escrevi muita poesia…

Alda Maria

 

 

 

 

Alda Maria- Fantasias-Acrilico sobre tela 100x100cm

 

Tenho medo

Fecho os olhos

Escondo um segredo…

 

Planeio

 Planalto

 Salto

Do alto…

 

Vou

 Voo…

 

Abro as asas

Plano…

Sem planos

 

Ilusão…

 

Fecho as asas

Caio a pique

 

Escuridão

 Solidão…

 

Frio

Vazio

Desafio

 

Tormento…

 

Finalmente…

Vento.

 

Abro os olhos

Perco as asas

 

Desilusão…

 

Arvores

Casas

Chão!

 

Alda Maria

 

 

 

Fotografia de Alda Maltez

Grades, gradeamentos… Prisões ou ornamentos?

 Quantas formas existem de se prender alguém…

 

Fisicamente, psicologicamente…

Pela mente, pelo que sente…

Com sexo, sem nexo…

Com palavras, com silêncios…

Com um abraço, pelo cansaço…

Pela amizade, pela maldade…

Pelo sentimento, pelo casamento…

Pelo prazer, pelo maldizer…

Pela chalaça, pela ameaça…

 

Pelo coração …

Por coacção…

 

Pela dor…

Por amor…

 

Alda Maria

 

 

 

Fotografia de Alda Maltez

Essência

De ti

E de mim.

Os aromas suaves

Da noite em claro.

Inebriantes,

Os limites,

Que lentamente

Se ultrapassam.

Os dedos

Na boca entreaberta.

O latejar

Do coração no ventre,

Como ferida aberta.

Os sentidos… despertos.

 

Vem… meu ópio,

 

Vem ver nascer o dia

Nos meus olhos.

 

 

 

Alda Maria- A Penny for your thoughts

Acrilico sobre tela 50x70cm

De nós os dois

Tu sempre foste

O de mais sorte.

Voltaste a esta vida

Sem lembrar

A dor, o sofrimento,

A morte.

E o amor,

Que atravessando os tempos

Nos uniu,

E tu e esqueceste.

Mil anos e mil anos

E mais mil

De memórias que perdeste.

Lembra-te meu amor.

Lembra-te…por favor!

Eras a ave e eu era a arvore,

Eras a folha e eu era o ramo,

Eras a chuva e eu era o mar,

Sempre de braços abertos,

Pronta pra te abraçar.

Eras a boca e eu era o beijo

Éramos um em leitos de desejo.

Eu era a força, tu a razão.

Eras a mente, eu coração.

Eu era a luta, e tu a calma.

Éramos um, de corpo e alma.

Lembra-te meu amor.

Lembra-te…por favor!

                                                                                                                                                              Alda maria

 

 

 

Alda Maria – Preto e Prata

Acrilico sobre tela- 100x130cm

 

Escrevo, rescrevo, transcrevo.

Apago, emendo, remendo.

Leio, releio, passeio,

Por entre as linhas escrevendo,

Poemas, em que te endereço

O meu amor, o meu apreço.

Digo, não digo, falo.

Palavras que não escrevo, calo.

Guardo, resguardo, amo.

Leio, releio, declamo.

Escrevi para ti e ofereço,

Prova que nunca te esqueço.

Guarda, com todo o desvelo,

Lê-o, relê-o, e sente…

O que eu senti ao escrevê-lo.

 

Alda Maria

 

 

 

 

Meu Amor…

Estas são palavras que eu não falo.

São coisa intimas, só minhas,

Que guardo fundo, que calo.

Acabaste de chegar, e vais embora…

Fica mais um pouco em mim.

Faz com que o passado e o futuro seja agora.

Conta-me sobre o teu dia,

Que eu bebo as tuas palavras

Respirando nostalgia.

E se hoje eu te olhar… Com outro olhar.

E se eu te despir… Sem te tocar.

E se eu te beijar… Sem te dizer.

Não ligues…Não dês importância…

É do momento.

Porque eu, meu amor, nunca te hei-de amar.

Foi assim o combinado… Lembras-te?

 

Alda Maria

 

 

Fotografia de Alda Maltez

( Este poema dedico a todas as pessoas, que neste Natal não possam ter  junto de si os que mais amam).

 

É Natal…

 faz frio…

neva…no meu coração.

Olho as montras, sem ver.

Não me revejo,

no reflexo que o vidro me devolve.

Onde está o brilho no olhar,

que em outros Natais

iluminava a arvore da minha vida?

Escolho os enfeites…ausente.

As luzes parecem-me baças…desfocadas…

Sou apenas eu, que já não penduro sorrisos.

Penso…

no presente que te daria se estivesses aqui…

Se a minha casa, fosse também a tua casa,

então esta seria a nossa arvore,

e eu teria embrulhado beijos, para te oferecer.

É Natal…mais um!

 

Alda Maria