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Category Archives: Poemas

Natal de 2011… há muito tempo que não me lembro de um Natal assim…perfeito…em minha casa…finalmente…

Especial…sem excessos, que o dinheiro é contado ao cêntimo…mas o Universo tem uma forma de nos presentear, de nos recompensar, de nos surpreender…

Abundância não significa necessariamente dinheiro e bens materiais… abundância é ter os meus filhos junto de mim…abundância é poder escolher e construir as minhas próprias tradições…o bacalhau no forno regado com azeite…o fondue de chocolate…os ursinhos pais-natais na árvore a assistirem ao jantar de família…abundância é o luxo de ouvir “Requiem for a Dream” tocado ao piano pelo Rafael…lindo demais… momentos perfeitos que o dinheiro não compra…

Não se trocaram as prendas a que em outros natais nos habituamos…nem foi necessário…

Só me resta agradecer ao Universo por tudo o que me dá…todos os dias…

Namastê

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Podia dar-me para pior… deu-me para aqui… e em vez de estar a estudar estatistica, com uma frequencia daqui a dois dias, deu-me para limpar o pó a poemas antigos… ai ai ai… deve ser esta lua cheia em escorpião a mexer em feridas de guerra… marcas de batalhas travadas…desta e de outras passagens…está tudo bem o que acaba bem…diz o povo…e quem sou eu para contraria-lo…

Feitiço

 

Assim estou eu…

Como Merlin, o Mago.

Ainda, e para sempre, aprisionado

Em Célticos Bosques Encantados

Por artes mágicas de Nimue fadado. 

Assim estou eu…

Para todo o sempre enfeitiçada,

Eternamente por ti enamorada.

Quebra este feitiço,Senhor, eu te rogo!

Com o poder da Agua, da Terra e do Fogo! 

Com palavras mágicas, o encanto desfaz…

Mata esta loucura…Devolve-me a paz.

Alda Maria Maltez

 

Antes…

 

Antes eu bebia sôfrega a luz dos teus olhos,

Eles brilhavam pra mim como estrelas na noite

…e só eu é que via…

 Antes

As tuas palavras, ditas banais, eram poemas

Cheios de flores, e cor e musica

…e só eu é que ouvia… 

Antes

Eu embarcava no teu sorriso

E navegava no mar das minhas fantasias

…e só eu é que sabia…

Antes

Eu falava com os anjos…e eles mostravam-me

Caminhos de luz até ao teu palácio

…e só eu é que sabia… 

Antes…

Antes as minhas mãos procuravam-te no meu corpo

No silêncio das noites de insónia,

E as minhas lágrimas escreviam o teu nome no meu rosto,

E eu bebia a dor salgada de te querer sozinha.

…mas isso era antes…

Porque antes eu amei um sonho…uma fantasia

…e já toda a gente sabia… 

Mas agora…

Agora as fontes dos meus olhos secaram

E transformaram-se em tinta e em palavras

E eu pintei telas com as cores da minha alma

E enchi folhas com palavras que agora já não me falam,

E tu estás em cada sílaba, em cada pincelada

E eu já não te conheço.

E os teus olhos já não têm o brilho que eu imaginava

…porque só eu é que via… 

Porque agora…

Agora eu enchi a minha vida com os sorrisos perdidos,

E fiz da minha dor o meu navio

E naveguei os temporais que me assolaram, e saí ilesa.

Apenas estou cansada…exausta…

Porque eu passei pela tempestade,

Não foi ela que passou por mim…

E eu saí mais forte.

E hasteei as velas da minha coragem

E rumei a novas paragens…

E ficaram para traz as palavras inocentes

Com que compunha os poemas

Que a menina dentro de mim inventava para te oferecer.

Porque o que eu sentia tinha atravessado o tempo…

Outros tempos…

Porque em outras vidas este amor foi vivido a dois

E eu não estava sozinha.

Mas tu perdeste as memórias

E viajaste no tempo sem lembranças…

…mas isso era antes… 

Porque antes…

Antes eu passeava descalça em roseirais brancos

Abrindo caminhos de sangue

…e só eu é que sentia… 

Alda Maria Maltez

Poesia parcial e divindade experimental

São eixos que transcendem e se tocam

Realidades que os sentidos nos enfocam

Crescente brilho em cósmica destreza

Na eterna incessante busca da beleza

Fogo que ascende… DNA… luz em upgrade… espiral?

Que se transforma, morre e desabrocha

Do vil metal ou da mais densa rocha

 Em Alquímica pedra filosofal

                                                  Alda Maria

I Choose My Friends

I choose my friends not by their skin or other archetype, but by the pupil.
They have to have questioning shine and unsettled tone.
I’m not interested in the good spirits or the ones with bad habits.
I’ll stick with the ones that are made of me being crazy and blessed.
From them, I don’t want an answer, I want to be reviewed.
I want them to bring me doubts and fears and to tolerate the worst of me.
But that only being crazy.
I want saints, so they dount doubt differences and ask for forgiveness for injustices.
I choose my friends for their clean face and their soul exposed.
I don’t just want a man or a skirt, I also want his greatest happiness.
A friend that doesn’t laugh together doesn’t know how to cry together.
All my friends are like that, half foolish, half serious.
I don’t want forseen laughter or cries full of pity.
I want serious friends, those that make reality their fountain of knowledge, but that fight to keep fantasy alive.
I don’t want adult or boring friends.
I want half kids and half elderly.
Kids, so they don’t forget the value of the wind blowing on their faces and elderly people so they’re never in a hurry.
I have friends to know who I am.
Then seeing them as clowns and serious, crazy and saints, young and old, I will never forget that ‘normalcy’ is a steril and imbecil illusion.

Oscar Wilde

Eleva-me…

Levanta-me os pés do chão,

faz-me voar…

Deixa-me ver a lua,

mais de perto,

quero tocar.

Sobrevoar o deserto,

ver as cidades de noite,

ver o mar.

Faz-me voar…

Leva-me a ver as esfinges,

as pirâmides no Egipto,

o monumento ao amor,

O Taj Mahal.

Sobrevoar a Mongólia,

ver os monges do Tibete,

ver as estrelas mais pertinho…

e traz-me devagarinho.

Devolve-me então ao leito,

e num acordar perfeito,

sei que não estive a sonhar…

Alda Maria

Fotografia de Alda Maltez

 Chama.

 

Chama imensa.

 

Consome o meu ser.

 

O teu nome.

 

A minha boca.

 

Arde.

 

Ardo…

 

 Chamo-te…

 

A chama acesa

 

 Consome-me lentamente.

 

Incandescente!

 

Fogo ardente…

 

Sou consumida pelas chamas…

 

Desse fogo imenso que é amar-te.

 

Combustão

 

Explosão

 

 Não existem dois de nós.

 

Somos um.

 

Habitamos corpos diferentes.

 

Vivemos vidas distintas.

 

Realidades e dimensões paralelas.

 

A porta

 

…essa…

 

 Continua aberta…?

 

Que importa…

 

Chamo-te.

 

A chama acesa

 

E tu…

 

Minha chama

 

Aqui…

 

Na minha cama…

 

Nu…

 

Fotografia de Alda Maltez

Culpada,

Sem ter a culpa.

Crucificada,

Ferida de morte,

Largada à minha sorte.

Olhos vazios,

De espanto,

Desencanto,

Dor!

 

É isto afinal…o amor?

 

Mendigo,

Sem abrigo,

Mãos estendidas

Em suplica pedindo.

Cão açoitado,

Lambendo as feridas,

Escondendo a dor!

 

É isto afinal…o amor?

 

Fotografia de Alda Maltez

 

Silêncios…

São palavras

Que se calam.

 

Lágrimas…

São gotas de água

Que falam.

 

Palavras…

Pensamentos

Em acção.

 

Poemas…

São asas

Do coração.

  

Alda Maria

 

 

 

 

Alda Maria- Fantasias-Acrilico sobre tela 100x100cm

 

Tenho medo

Fecho os olhos

Escondo um segredo…

 

Planeio

 Planalto

 Salto

Do alto…

 

Vou

 Voo…

 

Abro as asas

Plano…

Sem planos

 

Ilusão…

 

Fecho as asas

Caio a pique

 

Escuridão

 Solidão…

 

Frio

Vazio

Desafio

 

Tormento…

 

Finalmente…

Vento.

 

Abro os olhos

Perco as asas

 

Desilusão…

 

Arvores

Casas

Chão!

 

Alda Maria