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Category Archives: fotografia

Fotografia de Alda Maltez de Alda Maltez… deu pra entender?

Okay! Não preciso que ninguém me gabe…gabo-me eu! Tudo bem que para a maioria dos mortais doutorados e afins, terminar o 12º ano através do RVCC pode até nem ter valor nenhum, e apesar de eu ter feito o processo “com uma perna às costas”, não posso deixar de comentar no meu diário, sim, porque um blogue sem feed back não passa de um diário. Gostei, adorei, amei fazer o processo e agora até estou a pensar em ir para a universidade tirar…hummm…tavez pedo psicologia, o problema é que tenho muito pouco tempo e ainda menos verba, porque é necessário investimento e nesta fase que ainda não estabilizei não é simples, mas quem sabe…gosto de desafios e este seria certamente o caso. Para quem anda a pensar em fazer o 12º, e se tem assustado com o nivel de desistências e de pessoas a dizerem que é “tão complicado”, só posso dizer que eu achei fácil e divertido. Vão em frente, que prá frente é que é caminho!

Beijinhos

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Fotografia de Alda Maltez

Há coisas que não se explicam, nem tampouco é necessário… Leva-se mais de seis anos para resolver um enigma e de repente surge alguém que trás consigo a resposta e basta pouco mais de um mês para se chegar lá. De tão simples e tão óbvia que é até custa a acreditar que se acabou por resolver desta forma. Não há coincidências, parece quase uma frase feita, mas quem está por dentro de uma série de acontecimentos que se repetem quase em cadeia e que vêm despoletar repetições de histórias para no final se resolverem dois problemas de uma vez só, é que percebe como o universo está tão bem sincronizado e trabalha de uma forma tão eficaz. De repente, quase como por um passe de mágica fiquei completamente livre de questões do passado que me atormentavam há muito tempo, enquanto ao mesmo tempo se resolvia uma questão mais recente…

 As asas… as minhas asas estão de volta e é só aproveitar a aragem e voltar de novo a voar…

Fotografia de Alda Maltez

Domingo…um passeio pelo parque… o piso molhado reflecte a imagem…as arvores despidas, fazem lembrar uma tela onde o pintor desnudou a alma…

Tenho dois filhos lindos que eu amo de paixão. O David, o meu filho mais velho, foi passar uns dias a Moscovo, e eu só agora me dei conta de como estamos a milhares de quilómetros de distancia… os meus filhos são o meu maior bem. Fui jantar fora com o mais novo, o Rafael, e ficámos durante muito tempo sobre a mesa do restaurante a conversar… como é lindo o meu bebé… tem 21 anos e uma cabeça madura demais para a idade. Sei que a minha saída de casa lhe causou e ainda causa muito sofrimento e isso tortura-me diariamente. Mas eu esperei que os meus filhos se tornassem homens, não podia esperar mais… É extremamente sensível, como eu, o que apenas lhe aumenta o sofrimento. Mas ao contrário de mim, é completamente céptico. De tão céptico que é e ainda assim consegue ser mais espiritual de que a maioria das pessoas, e nem se dá conta disso. Diz que quer partir daqui para fora, e ouvir isso dói demais. Sente-se sozinho e já não se identifica com os amigos… ” Vou explicar-te” diz. “Imagina que eu sou azul e que o resto do mundo é verde, somos diferentes, não falamos a mesma linguagem… não quero ter que me transformar e ser como eles…quero continuar a ser azul e a pensar da forma que penso, mas sei que assim fico cada vez mais sozinho…” Estou preocupada com ele, mas compreendo perfeitamente a linguagem que ele fala, é demasiado parecido comigo, por isso sei que sofre de uma forma desmesurada e eu, nem que queira lhe posso aliviar o fardo que é só dele mas que eu carrego também por preocupação de mãe. Muitas vezes me sinto assim também, como se não fosse igual a ninguém, como se viesse de outro planeta, com formas diferentes de demonstrar e de viver o amor. Falámos de várias coisas e depois de me perguntar onde eu tinha estado e com quem, (que ele agora é meu pai), e de eu lhe ter dito que havia estado com as pessoas que conheci recentemente e onde costumava fazer meditação, ele saiu-se com esta… “ Mãe, estou preocupado contigo, quem são essas pessoas com que tu agora te dás? Tenho medo que te deixes influenciar por elas e acredites em coisas que não existem” (como se eu alguma vez me tivesse deixado influenciar, nem quando tinha 14 anos e andava na escola, ou como se um grupo de meditação pudesse ser uma influencia negativa), e continuou, “ Sabes, quando eu era pequeno, eras tu que tomavas conta de mim, e quando chegou a altura, disseste-me que já não havia pai natal, porque esse era o teu papel… Agora, é como se os papéis se tivessem invertido, e como me preocupo contigo, tenho medo que tu ainda acredites no pai natal. Mãe, a felicidade é algo que não existe, e eu tenho medo que tu sofras outra vez…”  Aaaaiii… como doeu essa conversa, e ainda assim, tão boa que foi. Como é querido o meu menino e como ele me quer proteger, mas não pode…  Tanto que ele sofre com a minha ausência e como me sinto tão culpada pelas horas de solidão que ele tem. Queria dizer-lhe que se preocupa à toa porque eu já sou muito crescida e sei tomar muito bem conta de mim, que as mães sabem tudo e nunca cometem erros nem fazem disparates, mas olhei para o meu filho, ali à minha frente, tão crescido e tão maduro, que me senti como uma criança a levar um sermão do pai, que com muito amor lhe dizia que o mundo é um lugar perigoso onde uma menina sozinha tem que ter cuidado para não se magoar…

 Fotografia de Alda Maltez

Quantos segredos guarda a escuridão da noite… insónias…sonhos…desejos…

Da janela do meu quarto vejo um jardim… Uma luz fraca ilumina alguns pontos de passagem, onde, pela noite dentro, ninguém se passeia, a não ser o meu olhar… que vagueia pela penumbra das horas, enquanto a minha objectiva capta as insónias e regista o momento, transformando os pontos de luz em explosão… como um fogo de artificio numa passagem de ano solitária…

 

 

 

 

Não sei o que significa… Sei apenas que são demasiadas coincidências para ser apenas mais uma coincidência. Parece que tudo se repete e isso pode significar que tu és apenas o meu próximo desafio…mais nada!

Mas esse “mais nada”, que aparentemente é só um pormenor pode não ser assim tão simples…se eu me conheço… e além disso a lição que trazes para eu aprender já a interpretei e mesmo assim não a consigo interiorizar. Fico a arranjar desculpas para não me afastar de ti… será que devia mudar de passeio e continuar a andar!? Ou será que devia seguir em frente apenas acautelando não repetir os mesmos erros por ser demasiado impulsiva… E já agora, será que consigo continuar com a minha vida e fazer de conta que não te cheguei a conhecer? Será que já não é tarde demais para isso? E se acabo de novo toda partida e com o coração em carne viva?

És um doce e é por isso que eu gosto de ti…L… mas estou cheia de medo.

É inacreditável! Por incrível que pareça a história repete-se em todos os sentidos e dou comigo a ver-me ”na outra situação”, sabes, e a pensar se tivesse tido as hipóteses que tenho agora, a mesma proximidade que tenho contigo, será que isso teria mudado alguma coisa? A história seria diferente, certamente que sim, mas o final, será que teria sido mais feliz? Não sei. Sei que pelo menos teríamos ficado amigos para sempre, como eu espero que aconteça connosco, e isso era o que eu mais queria. Mas será que não teria sido ainda mais doloroso?

E nós? Que mal nos conhecemos, quem somos nós? Será que a nossa amizade tão recém-nascida vai resistir às provas… às provações… que o universo nos reserva? Sempre acreditei que poderia ser apenas amiga de alguém de quem gostasse para não perder a amizade dessa pessoa e agora…será que vou continuar a pensar dessa forma? Sei que tens algo para mim e eu algo para ti, mas o quê? Sei isso desde o primeiro instante em que o meu olhar cruzou o teu, não foram precisos mais do que dois segundos para perceber…

A minha lição de vida, não sei se te disse, é o desapego, e eu ando a fazer um esforço enorme para conseguir manter a perspectiva… todas as pessoas procuram ser felizes e não há nada de errado nisso. Queria dizer-te que foste uma coisa boa que o universo me enviou e seja o que for que o futuro tenha reservado para nós eu espero que sejamos amigos para sempre.

Desejo-te sucesso, amor, paz, abundância e que concretizes o teu grande desejo se seres pai, que eu sei um dia vai acontecer, e eu espero estar presente na tua vida nessa altura para te felicitar.

Adeus L… até amanhã.

Fotografia de Alda Maltez

 Chama.

 

Chama imensa.

 

Consome o meu ser.

 

O teu nome.

 

A minha boca.

 

Arde.

 

Ardo…

 

 Chamo-te…

 

A chama acesa

 

 Consome-me lentamente.

 

Incandescente!

 

Fogo ardente…

 

Sou consumida pelas chamas…

 

Desse fogo imenso que é amar-te.

 

Combustão

 

Explosão

 

 Não existem dois de nós.

 

Somos um.

 

Habitamos corpos diferentes.

 

Vivemos vidas distintas.

 

Realidades e dimensões paralelas.

 

A porta

 

…essa…

 

 Continua aberta…?

 

Que importa…

 

Chamo-te.

 

A chama acesa

 

E tu…

 

Minha chama

 

Aqui…

 

Na minha cama…

 

Nu…

 

 

 

 

Fotografia de Alda Maltez 

Ser.

Ser não é.

Ser existe…

e quando existe, na sua forma mais primária,

 na sua essência mais pura, Ser é feliz.

Ser não analisa, não critica, não subverte.

Ser aceita quem é, e quem os outros são.

Ser não desespera, porque nada espera.

Ser não planeia, por isso nada receia.

Ser existe, e na sua beleza pura, Ser irradia amor e luz.

Ser não tem nada, porque Ser é tudo.

Ser ama cada flor, cada gota de chuva, cada raio de sol de forma igual.

Ser tem uma sabedoria que está para além da sabedoria.

Ser está sempre em paz e transmite paz a quem o rodeia.

Ser é feliz sem nada, porque Ser existe na melhor forma que se pode existir.

Ser é definitivamente, a melhor maneira de se estar.

 

Pena que só se consegue esse estado de alma de vez em quando.

 Pena que o dia-a-dia nos puxe e nos prenda os pés ao chão.

 Quando a nossa mente se expande e alcança o divino,

torna-se por vezes complicado viver entre o céu e a terra… 

 

Fotografia de Alda Maltez

Culpada,

Sem ter a culpa.

Crucificada,

Ferida de morte,

Largada à minha sorte.

Olhos vazios,

De espanto,

Desencanto,

Dor!

 

É isto afinal…o amor?

 

Mendigo,

Sem abrigo,

Mãos estendidas

Em suplica pedindo.

Cão açoitado,

Lambendo as feridas,

Escondendo a dor!

 

É isto afinal…o amor?

 

Fotografia de Alda Maltez

 

Silêncios…

São palavras

Que se calam.

 

Lágrimas…

São gotas de água

Que falam.

 

Palavras…

Pensamentos

Em acção.

 

Poemas…

São asas

Do coração.

  

Alda Maria