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Category Archives: Escrita

Convido todos os meus familiares, colegas e amigos assim como todas as pessoas que se interessem por arte a assistirem ao ciclo de exposições mensais que irão decorrer no espaço Namastê em Odivelas, e que será inaugurado pelas 18 horas do dia 13 com a exposição “Cosmos Divino” que decorrerá do dia 13 de Janeiro a 9 de Fevereiro de 2012.  NAMASTÊ – Rua Fernando Namora , Lote 1, Zona 4 , Loja 4 Urb. Colinas Do Cruzeiro- 2675 – 531 Odivelas – http://www.namaste.pt http://www.aldamaria-maltez.com

COSMOS DIVINO

“Como num mantra, em que se repetem frases Divinas até ao infinito, assim é pintar… uma espécie de iluminação interior que toma forma numa tela e que não cessa de nos surpreender… de nos levar por novos caminhos… novas descobertas… diferentes contextos… vidas… as de agora e as outras, aquelas que lembramos apenas em fragmentos de espaço e de tempo…”

Alda Maria Neto Maltez
Nasceu em Lisboa a 22 de Maio de 1960. Aos cinco anos de idade foi viver para a África do Sul onde passou a maior parte da sua infância. Frequentou em simultâneo uma escola portuguesa e um colégio Britânico de freiras durante os sete anos que se seguiram.

Desenhar e sonhar acordada durante horas fazem parte das suas memórias de infância.

De volta a Portugal frequentou o Curso de Artes Decorativas na António Arroio, em Lisboa, curso que não concluiu. Fez as sua primeiras exposições em Santa Maria(2007)e na Faculdade de Letras(2008). Terapeuta Energética e estudante de Psicologia, neste momento e apesar da arte nas suas várias vertentes fazerem parte intrínseca da sua vida, a pintura é uma paixão que por vezes fica no plano das coisas, como tantas outras, que se amam mas que eternamente se adiam…

Natal de 2011… há muito tempo que não me lembro de um Natal assim…perfeito…em minha casa…finalmente…

Especial…sem excessos, que o dinheiro é contado ao cêntimo…mas o Universo tem uma forma de nos presentear, de nos recompensar, de nos surpreender…

Abundância não significa necessariamente dinheiro e bens materiais… abundância é ter os meus filhos junto de mim…abundância é poder escolher e construir as minhas próprias tradições…o bacalhau no forno regado com azeite…o fondue de chocolate…os ursinhos pais-natais na árvore a assistirem ao jantar de família…abundância é o luxo de ouvir “Requiem for a Dream” tocado ao piano pelo Rafael…lindo demais… momentos perfeitos que o dinheiro não compra…

Não se trocaram as prendas a que em outros natais nos habituamos…nem foi necessário…

Só me resta agradecer ao Universo por tudo o que me dá…todos os dias…

Namastê

Podia dar-me para pior… deu-me para aqui… e em vez de estar a estudar estatistica, com uma frequencia daqui a dois dias, deu-me para limpar o pó a poemas antigos… ai ai ai… deve ser esta lua cheia em escorpião a mexer em feridas de guerra… marcas de batalhas travadas…desta e de outras passagens…está tudo bem o que acaba bem…diz o povo…e quem sou eu para contraria-lo…

Feitiço

 

Assim estou eu…

Como Merlin, o Mago.

Ainda, e para sempre, aprisionado

Em Célticos Bosques Encantados

Por artes mágicas de Nimue fadado. 

Assim estou eu…

Para todo o sempre enfeitiçada,

Eternamente por ti enamorada.

Quebra este feitiço,Senhor, eu te rogo!

Com o poder da Agua, da Terra e do Fogo! 

Com palavras mágicas, o encanto desfaz…

Mata esta loucura…Devolve-me a paz.

Alda Maria Maltez

 

Antes…

 

Antes eu bebia sôfrega a luz dos teus olhos,

Eles brilhavam pra mim como estrelas na noite

…e só eu é que via…

 Antes

As tuas palavras, ditas banais, eram poemas

Cheios de flores, e cor e musica

…e só eu é que ouvia… 

Antes

Eu embarcava no teu sorriso

E navegava no mar das minhas fantasias

…e só eu é que sabia…

Antes

Eu falava com os anjos…e eles mostravam-me

Caminhos de luz até ao teu palácio

…e só eu é que sabia… 

Antes…

Antes as minhas mãos procuravam-te no meu corpo

No silêncio das noites de insónia,

E as minhas lágrimas escreviam o teu nome no meu rosto,

E eu bebia a dor salgada de te querer sozinha.

…mas isso era antes…

Porque antes eu amei um sonho…uma fantasia

…e já toda a gente sabia… 

Mas agora…

Agora as fontes dos meus olhos secaram

E transformaram-se em tinta e em palavras

E eu pintei telas com as cores da minha alma

E enchi folhas com palavras que agora já não me falam,

E tu estás em cada sílaba, em cada pincelada

E eu já não te conheço.

E os teus olhos já não têm o brilho que eu imaginava

…porque só eu é que via… 

Porque agora…

Agora eu enchi a minha vida com os sorrisos perdidos,

E fiz da minha dor o meu navio

E naveguei os temporais que me assolaram, e saí ilesa.

Apenas estou cansada…exausta…

Porque eu passei pela tempestade,

Não foi ela que passou por mim…

E eu saí mais forte.

E hasteei as velas da minha coragem

E rumei a novas paragens…

E ficaram para traz as palavras inocentes

Com que compunha os poemas

Que a menina dentro de mim inventava para te oferecer.

Porque o que eu sentia tinha atravessado o tempo…

Outros tempos…

Porque em outras vidas este amor foi vivido a dois

E eu não estava sozinha.

Mas tu perdeste as memórias

E viajaste no tempo sem lembranças…

…mas isso era antes… 

Porque antes…

Antes eu passeava descalça em roseirais brancos

Abrindo caminhos de sangue

…e só eu é que sentia… 

Alda Maria Maltez

 A minha ideia para Portugal sair da crise é muito simples. Tão simples que até chateia e ao mesmo tempo tão complicada como complicado pode ser mudar um sistema… alterar um conceito… apagar e começar de novo, mandar abaixo o que está tão terrivelmente enraizado e construir uma nova realidade que no entanto seria tão simples de pôr em prática, bastava haver vontade politica para que fosse feito o “politicamente incorrecto”. Estou a falar de quê? Em primeiro lugar de uma mudança drástica no sistema de valores, de se perceber que efectivamente o país pertence aos portugueses e que todos temos, com todo o direito, uma palavra a dizer. Já se falou num governo de salvação nacional, e não será este o caso? E se esse governo de salvação nacional fosse apenas uma ideia para dar inicio a outra muito maior, com continuação e não com carácter temporário? Porque vivemos numa democracia, será que temos que seguir à risca o que democracia significa. Quem foi que inventou as regras e quem disse que não podem ser alteradas? Vamos alterar as regras do jogo? Podemos faze-lo? O que é necessário para o podermos fazer? Olhamos para os partidos que estão no poder, para a oposição e para os outros que gravitam à volta do poder como traças em volta de uma luz, e apenas podemos pensar que o que perpetua este movimento é pura e simplesmente a sede de poder, interesses pessoais, dinheiro… Maior parte dos protagonistas destes teatrinhos lamentáveis são homens ainda na fase da testosterona elevada. A competição fala mais alto do que os interesses nacionais e o ego individual ou partidário acaba sempre por se sobrepor ao que realmente interessa; governar o país. Como temos constatado, até agora, nada muda quando muda o governo. Vão uns e vêm os que já lá estiveram. Nada muda. Perpetuam-se mentiras. Faz-me lembrar uma má série de TV, cheia de maus exemplos para os jovens, mas que continua a ir para o ar (acho que já vai na oitava edição) em que nunca nada muda a não ser os protagonistas, até porque alguns vão ficando velhos demais para o papel e vão sendo substituídos. É insano que não se perceba que é o próprio sistema político que precisa ser substituído e não os seus parasitas… esses vão ficando por lá enquanto for rentável, e o pior é que nós permitimos que assim seja e ainda lhes damos a bênção! Eu sugiro que se escolham as pessoas certas para os cargos principais, para governar o país e que não sejam necessariamente escolhidas pelo partido que representam, mas pelo curriculum e pelo valor que possam acrescentar a um governo em que todos os partidos têm que estar representados, para que o povo também esteja, e que as pessoas para esses cargos sejam voluntários que dispensem remuneração. Jogar pela camisola… será que alguém ainda se lembra? Tirem uma licença sem vencimento e fiquem seis ou doze meses a ajudar o país a levantar-se… Pois é… assim é que era ver quem é que estava interessado no “poder”… era vê-los a inventarem desculpas para não aderirem a esta solução. Sem dinheiro não existe motivação e coisa e tal… e quem é que ia pagar os almoços e as viagens ao estrangeiro… Não seria necessário, visto que a única pessoa a representar o país seria o presidente da república! Decisões… teriam que ser discutidas até à exaustão, e só saíam da sala quando tivessem chegado a um acordo. E cada decisão tomada, seria fruto de um estudo exaustivo de todas as possibilidades e de pessoas em conjunto e não seria imputado nem culpa nem valor a nenhum partido, nem a nenhuma pessoa em particular porque seria uma decisão conjunta. Não seria isso uma verdadeira democracia? Não haveria um primeiro-ministro em destaque, haveriam vários, e as decisões seriam vigiadas por um presidente da república isento a quem caberia a função de falar ao país e de divulgar as decisões tomadas nas reuniões. A cereja em cima do bolo seria que, essas reuniões onde seriam efectivamente discutidos os números e os assuntos de uma forma séria (não como a palhaçada de lavagem de roupa suja na assembleia da república) teriam que ser filmadas em directo 24 sobre 24 horas para que a transparência fosse total. Tipo Big Brother! E agora eu pergunto: “What does it take?” Alda Maria Maltez

 Caminhos de Luz – acrilico sobre tela 100x100cm (vendido)

Há quanto tempo não me debruço sobre a escrita… e, dependendo do humor, embalo ao de leve as frases ou escangalho as palavras, ao arremessá-las contra uma folha de papel, deixando-as entregues a um destino incerto que acabei, num impulso, por lhes conferir… Tenho poupado as palavras … essa é que é a verdade… apenas porque agora ando de mãos dadas com o silêncio, e isso tem-me servido de abrigo, esse, que não se encontra nos sons confusos das palavras que nos saem, sejam, ou não, escritas… sejam, ou não, gritadas contra o vento… É como se, dentro do silêncio, eu me encontrasse cara a cara com a pessoa que eu sei que sou e também com aquela que quero ser, e, nesse momento, as palavras deixassem de fazer sentido. O meu silêncio está repleto de letras prontas para formarem palavras, que agora escolhem deixar-se ficar. Por vezes, muitas vezes, escapam-se através dos meus olhos… quer seja numa lágrima, quer seja num brilho fugaz que me atravessa o olhar … Tenho um porão cheio de palavras por dizer, mas sinto que já não faz sentido abrir a boca e soltá-las… não da mesma forma, não como antes… Porque agora… eu descobri o valor exacto de cada uma. Agora deixo que as letras se misturem dentro de mim e me escrevam poemas de amor, e me falem sobre a verdade que existe dentro de mim… dentro de cada um de nós… e que já não sintam a necessidade de se juntarem … e de se libertarem em impulsos… formando palavras…e de partirem… apenas por partir… Deixam-se ficar… a transformarem-se em amor, a soltarem-se em abraços e a libertarem-se em olhares de entendimento… a reinventarem a linguagem…

Alda Maria Maltez

Cosmos Divino   Acrilico sobre Tela 6OX8Ocm

Não sei nada sobre astrofísica, cosmologia, ciência… não sei nada,… Não sei nada sobre cálculos matemáticos nem física quântica nem mitologia, nem ovnilogia nem fenómenos como ESP nem estudei a Bíblia nem o Corão… não sei nada …Na realidade penso que não preciso saber nada, porque  todos os dias me surpreendo com coisas que descubro que não sabia, nem sequer suspeitava da sua existência, e que repente estão lá e passam a fazer parte da minha vida, como se estivessem estado lá o tempo todo…toda a minha vida…as minhas vidas… Nunca a expressão”quanto mais sei mais sei que nada sei” fez tanto sentido. Não sei nada e todos os dias descubro que sei mais do que suspeitava que sabia, que sei coisas que não estão nos manuais e que não se estudam nas universidades, que sei linguagens que não aprendi nesta vida, que sei mais do que era suposto saber… ou não… apenas porque resolvi procurar, estudar, descobrir o mistério que se encontra para lá de todos os mistérios e resolver os enigmas, os paradigmas, a força que se esconde atrás da força de um pensamento, o que nos transcende e nos guia, o que nos conduz…a mão misteriosa que nos aponta o trajecto… a mão de Deus, alguns diriam… mas eu, que tive uma educação católica, que estudei num colégio de freiras, onde era o medo que impunha o respeito e não o amor, que em casa tive um pai que não tinha a capacidade de demonstrar afecto, e uma mãe demasiado infeliz para saber o significado da palavra individualidade, livre arbítrio, liberdade, e que encheu a minha infância e povoou a minha inocência feliz com medos e fantasmas de pecados e de um Deus castigador com a imagem de um inferno que nos espera quando não somos perfeitos em todos os sentidos, eu…apesar de todas as respostas já prontas que a sociedade tem para nos oferecer resolvi iniciar uma busca por conta própria, descobrir sozinha que força é essa, porque ela existe e está presente dentro de cada um de nós e descobri, contra tudo e contra todos e até contra as minhas próprias expectativas que a verdade é o que cada um de nós quiser que seja, que cada um constrói a sua própria verdade porque a sua interacção com o Universo é única e especial, e que o que existe são muitas maneiras de cada um lá chegar… cada um tem que fazer as suas próprias descobertas, iniciar o seu próprio caminho… sem a ajuda de religiões, sem a formatação que a sociedade nos impõe e assim nos castra, nos embebeda, nos anula… Não, eu não…que levei tanto tempo a descobrir como funciona o Universo e o que ele representa… que tenho dificuldade em expressar, em dizer perante uma sociedade hipócrita que venera a sabedoria mas que não a reconhece quando ela não está formatada para o seu magro entendimento, que agora sei quem é Deus… Ele existe sim, mas não da forma como nos habituamos a imaginá-lo…somos nós que ao tentarmos alcançá-Lo, nos tornamos Nele… Centelhas de um Cosmos Divino… Nós somos Ele, todos e cada um de nós contém essa força Divina… Pó de um Big Bang que continua a evoluir e a formar planeta e vidas e formas de vida que vão subindo em hierarquias de evolução. Sou contra todas as religiões e ainda assim sou um ser espiritual, (apenas porque sou um espírito a habitar um corpo físico temporariamente) muito mais do que os que professam e doutrinam sem saber do que falam, que impõem e que tentam de todas as formas que não se chegue à verdade porque eles mesmo a desconhecem…

Alda Maria

Poesia parcial e divindade experimental

São eixos que transcendem e se tocam

Realidades que os sentidos nos enfocam

Crescente brilho em cósmica destreza

Na eterna incessante busca da beleza

Fogo que ascende… DNA… luz em upgrade… espiral?

Que se transforma, morre e desabrocha

Do vil metal ou da mais densa rocha

 Em Alquímica pedra filosofal

                                                  Alda Maria

“Imagine a vida como um jogo, no qual você faz malabarismo com cinco bolas que são lançadas no ar…

Essas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito.

O trabalho é a única bola de borracha.
Se cair, bate no chão e salta para cima.
Mas as quatro outras são de vidro…
Se caírem no chão, quebrarão e ficarão permanentemente danificadas.

Entendam isso e assim conseguirão o equilíbrio na vida”.

Como?

Não diminua seu próprio valor comparando-se com outras pessoas… Somos todos diferentes. Cada um de nós é um ser especial.
Não fixe seus objetivos com base no que os outros acham importante… Só você tem condições de escolher o que é melhor para si próprio.
Dê valor e respeite as coisas mais queridas de seu coração… Apegue-se a elas como a própria vida. Sem elas a vida carece de sentido.
Não deixe que a vida lhe escorra entre os dedos por viver no passado ou no futuro… Se viver um dia de cada vez, viverá todos os dias de sua vida.
Não desista enquanto ainda é capaz de um esforço a mais… Nada termina até o momento em que se deixa de tentar.
Não tema admitir que não é perfeito… Não tema enfrentar riscos… É correndo riscos que aprendemos a ser valentes.
Não exclua o amor de sua vida dizendo que não se pode encontrá-lo…  A melhor forma de receber amor é dá-lo…  A forma mais rápida de ficar sem amor é apegar-se demasiado a si próprio. A melhor forma de manter o amor é dar-lhe asas. Corra atrás de seu amor, ainda dá tempo!
Não corra tanto pela vida a ponto de esquecer onde esteve e para onde vai…
Não tenha medo de aprender… O conhecimento é leve. É um tesouro que se carrega facilmente.
Não use imprudentemente o tempo ou as palavras… Nenhum dos dois se pode recuperar.
A vida não é uma corrida, mas sim uma viagem que deve ser desfrutada a cada passo.

Lembre-se: Ontem é história.
Amanhã é mistério e
HOJE é uma dádiva… Por isso se chama “presente”.

Brian Dyson

It’s my life… It’s now or never…

Já há algum tempo que não escrevia nada no meu bloguezinho, e hoje achei que a ocasião merecia ficar registada. Começo este texto a dar os parabéns a mim mesma, até porque mereço, e a ocasião assim o exige. Ok! Fiz cinquenta anos (50 viram bem) há poucos dias, e não, não fiquei deprimida por causa disso, ao contário do que possam pensar, esqueci-me foi de assinalar aqui, até porque estive muito ocupada. O meu filhote, que agora mora no Algarve, faz anos no mesmo dia que eu e veio para almoçar comigo e com o irmão . Entre pizzas e sangria de champanhe, varreu-se-me por completo! Mas estou de parabéns por outro motivo também. Afinal sempre acabei por me inscrever na faculdade de psicologia, acabei sim senhora, já há cerca de dois meses atrás e ainda não disse quase a ninguém, nem a minha mãe nem irmãs sabem de nada. Só os meus filhotes e um ou outro amigo. Matriculei-me, comprei os “calhamaços” para estudar para o exame (a bibliografia recomendada), “marrei” durante um mês (estive concentrada no estudo), e lá fui eu no dia e hora marcado pela Universidade. Fiz a “provazita” (3 folhas duplas de testes…enormes… umas quantas perguntas, tipo, o que pensa acerca deste tema…desenvolva cerca de duas páginas e meia. Agora faça o resumo… em Inglês) Wow! O Inglês tirei de letra e até penso que contribuiu largamente para eu estar aqui no lado dos que “não estão a chorar”.

182 Candidatos para 15 lugares, e adivinhem o que aconteceu… apenas cerca de 70 tiraram positiva na prova e aqui “euzinha” fui uma delas. 42% de positivas. (até fiz as contas e tudo). Fiquei estupefacta com o índice de reprovações, quase tanto como com o facto de eu ter passado, perante semelhante cenário, embora eu tivesse uma vozinha interior a dizer-me que sim. Hehehe…

Agora falta a entrevista. Aaaaaaai! Aí é que “a porca torce o rabo”.(Apesar do meu mapa astral dizer o contrário. Sim, porque diz lá que tenho o Sol junto a Mercúrio no Meio do Céu, e eu já percebo a potes disso, hihihi, e isso quer dizer que ainda um dia vou falar em público e dar palestras). Não sei como, e muito menos acerca de quê, mas se o mapa diz, é melhor eu começar a praticar… hehehe… A primeira vez que falei em público foi já há alguns anitos, quando publiquei uns poemas meus numa colectânea de novos autores, e como sou Alda Maria, é raro, muito raro, alguém vir em primeiro lugar numa lista alfabética antes de mim. OK, aqui a Alda Maria levantou-se e foi ao palco fazer os agradecimentos da praxe …não disse uma frase completa que fizesse sentido e fiquei da cor das cadeiras do anfiteatro, que eram vermelhas. Quando já estava a retomar a cor normal escolheram um poema meu para declamar, o que me deixou super-orgulhosa, o pior foi que escolheram um com um conteúdo levemente erótico e eu voltei a mudar de cor, enfim, que mais posso dizer? Estou ffffffffffeita ao bife! De qualquer forma, se não passar com distinção a fase da entrevista , (coisa que neste momento nem ponho em causa), posso dizer que estou orgulhosa de mim na mesma, que ainda o ano passado por esta altura nem o 9º ano tinha completo, e ó pra mim agora!

 Bom, pelo sim pelo não, como sou uma “pikena” prevenida, já estou a ver os fatos, confesso que os acho um pouco… não sei, quanto a mim precisam de mais design. E quanto aos saltos dos sapatos serem rasos, como ouvi dizer, ainda vamos ver, que eu sem saltos altos ninguém me vê…mas isso são pormenores… O que é que acham deste?

Até parece que já me estou a “ber”, canudo!