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Category Archives: Crónica

Convido todos os meus familiares, colegas e amigos assim como todas as pessoas que se interessem por arte a assistirem ao ciclo de exposições mensais que irão decorrer no espaço Namastê em Odivelas, e que será inaugurado pelas 18 horas do dia 13 com a exposição “Cosmos Divino” que decorrerá do dia 13 de Janeiro a 9 de Fevereiro de 2012.  NAMASTÊ – Rua Fernando Namora , Lote 1, Zona 4 , Loja 4 Urb. Colinas Do Cruzeiro- 2675 – 531 Odivelas – http://www.namaste.pt http://www.aldamaria-maltez.com

COSMOS DIVINO

“Como num mantra, em que se repetem frases Divinas até ao infinito, assim é pintar… uma espécie de iluminação interior que toma forma numa tela e que não cessa de nos surpreender… de nos levar por novos caminhos… novas descobertas… diferentes contextos… vidas… as de agora e as outras, aquelas que lembramos apenas em fragmentos de espaço e de tempo…”

Alda Maria Neto Maltez
Nasceu em Lisboa a 22 de Maio de 1960. Aos cinco anos de idade foi viver para a África do Sul onde passou a maior parte da sua infância. Frequentou em simultâneo uma escola portuguesa e um colégio Britânico de freiras durante os sete anos que se seguiram.

Desenhar e sonhar acordada durante horas fazem parte das suas memórias de infância.

De volta a Portugal frequentou o Curso de Artes Decorativas na António Arroio, em Lisboa, curso que não concluiu. Fez as sua primeiras exposições em Santa Maria(2007)e na Faculdade de Letras(2008). Terapeuta Energética e estudante de Psicologia, neste momento e apesar da arte nas suas várias vertentes fazerem parte intrínseca da sua vida, a pintura é uma paixão que por vezes fica no plano das coisas, como tantas outras, que se amam mas que eternamente se adiam…

 A minha ideia para Portugal sair da crise é muito simples. Tão simples que até chateia e ao mesmo tempo tão complicada como complicado pode ser mudar um sistema… alterar um conceito… apagar e começar de novo, mandar abaixo o que está tão terrivelmente enraizado e construir uma nova realidade que no entanto seria tão simples de pôr em prática, bastava haver vontade politica para que fosse feito o “politicamente incorrecto”. Estou a falar de quê? Em primeiro lugar de uma mudança drástica no sistema de valores, de se perceber que efectivamente o país pertence aos portugueses e que todos temos, com todo o direito, uma palavra a dizer. Já se falou num governo de salvação nacional, e não será este o caso? E se esse governo de salvação nacional fosse apenas uma ideia para dar inicio a outra muito maior, com continuação e não com carácter temporário? Porque vivemos numa democracia, será que temos que seguir à risca o que democracia significa. Quem foi que inventou as regras e quem disse que não podem ser alteradas? Vamos alterar as regras do jogo? Podemos faze-lo? O que é necessário para o podermos fazer? Olhamos para os partidos que estão no poder, para a oposição e para os outros que gravitam à volta do poder como traças em volta de uma luz, e apenas podemos pensar que o que perpetua este movimento é pura e simplesmente a sede de poder, interesses pessoais, dinheiro… Maior parte dos protagonistas destes teatrinhos lamentáveis são homens ainda na fase da testosterona elevada. A competição fala mais alto do que os interesses nacionais e o ego individual ou partidário acaba sempre por se sobrepor ao que realmente interessa; governar o país. Como temos constatado, até agora, nada muda quando muda o governo. Vão uns e vêm os que já lá estiveram. Nada muda. Perpetuam-se mentiras. Faz-me lembrar uma má série de TV, cheia de maus exemplos para os jovens, mas que continua a ir para o ar (acho que já vai na oitava edição) em que nunca nada muda a não ser os protagonistas, até porque alguns vão ficando velhos demais para o papel e vão sendo substituídos. É insano que não se perceba que é o próprio sistema político que precisa ser substituído e não os seus parasitas… esses vão ficando por lá enquanto for rentável, e o pior é que nós permitimos que assim seja e ainda lhes damos a bênção! Eu sugiro que se escolham as pessoas certas para os cargos principais, para governar o país e que não sejam necessariamente escolhidas pelo partido que representam, mas pelo curriculum e pelo valor que possam acrescentar a um governo em que todos os partidos têm que estar representados, para que o povo também esteja, e que as pessoas para esses cargos sejam voluntários que dispensem remuneração. Jogar pela camisola… será que alguém ainda se lembra? Tirem uma licença sem vencimento e fiquem seis ou doze meses a ajudar o país a levantar-se… Pois é… assim é que era ver quem é que estava interessado no “poder”… era vê-los a inventarem desculpas para não aderirem a esta solução. Sem dinheiro não existe motivação e coisa e tal… e quem é que ia pagar os almoços e as viagens ao estrangeiro… Não seria necessário, visto que a única pessoa a representar o país seria o presidente da república! Decisões… teriam que ser discutidas até à exaustão, e só saíam da sala quando tivessem chegado a um acordo. E cada decisão tomada, seria fruto de um estudo exaustivo de todas as possibilidades e de pessoas em conjunto e não seria imputado nem culpa nem valor a nenhum partido, nem a nenhuma pessoa em particular porque seria uma decisão conjunta. Não seria isso uma verdadeira democracia? Não haveria um primeiro-ministro em destaque, haveriam vários, e as decisões seriam vigiadas por um presidente da república isento a quem caberia a função de falar ao país e de divulgar as decisões tomadas nas reuniões. A cereja em cima do bolo seria que, essas reuniões onde seriam efectivamente discutidos os números e os assuntos de uma forma séria (não como a palhaçada de lavagem de roupa suja na assembleia da república) teriam que ser filmadas em directo 24 sobre 24 horas para que a transparência fosse total. Tipo Big Brother! E agora eu pergunto: “What does it take?” Alda Maria Maltez

It’s my life… It’s now or never…

Já há algum tempo que não escrevia nada no meu bloguezinho, e hoje achei que a ocasião merecia ficar registada. Começo este texto a dar os parabéns a mim mesma, até porque mereço, e a ocasião assim o exige. Ok! Fiz cinquenta anos (50 viram bem) há poucos dias, e não, não fiquei deprimida por causa disso, ao contário do que possam pensar, esqueci-me foi de assinalar aqui, até porque estive muito ocupada. O meu filhote, que agora mora no Algarve, faz anos no mesmo dia que eu e veio para almoçar comigo e com o irmão . Entre pizzas e sangria de champanhe, varreu-se-me por completo! Mas estou de parabéns por outro motivo também. Afinal sempre acabei por me inscrever na faculdade de psicologia, acabei sim senhora, já há cerca de dois meses atrás e ainda não disse quase a ninguém, nem a minha mãe nem irmãs sabem de nada. Só os meus filhotes e um ou outro amigo. Matriculei-me, comprei os “calhamaços” para estudar para o exame (a bibliografia recomendada), “marrei” durante um mês (estive concentrada no estudo), e lá fui eu no dia e hora marcado pela Universidade. Fiz a “provazita” (3 folhas duplas de testes…enormes… umas quantas perguntas, tipo, o que pensa acerca deste tema…desenvolva cerca de duas páginas e meia. Agora faça o resumo… em Inglês) Wow! O Inglês tirei de letra e até penso que contribuiu largamente para eu estar aqui no lado dos que “não estão a chorar”.

182 Candidatos para 15 lugares, e adivinhem o que aconteceu… apenas cerca de 70 tiraram positiva na prova e aqui “euzinha” fui uma delas. 42% de positivas. (até fiz as contas e tudo). Fiquei estupefacta com o índice de reprovações, quase tanto como com o facto de eu ter passado, perante semelhante cenário, embora eu tivesse uma vozinha interior a dizer-me que sim. Hehehe…

Agora falta a entrevista. Aaaaaaai! Aí é que “a porca torce o rabo”.(Apesar do meu mapa astral dizer o contrário. Sim, porque diz lá que tenho o Sol junto a Mercúrio no Meio do Céu, e eu já percebo a potes disso, hihihi, e isso quer dizer que ainda um dia vou falar em público e dar palestras). Não sei como, e muito menos acerca de quê, mas se o mapa diz, é melhor eu começar a praticar… hehehe… A primeira vez que falei em público foi já há alguns anitos, quando publiquei uns poemas meus numa colectânea de novos autores, e como sou Alda Maria, é raro, muito raro, alguém vir em primeiro lugar numa lista alfabética antes de mim. OK, aqui a Alda Maria levantou-se e foi ao palco fazer os agradecimentos da praxe …não disse uma frase completa que fizesse sentido e fiquei da cor das cadeiras do anfiteatro, que eram vermelhas. Quando já estava a retomar a cor normal escolheram um poema meu para declamar, o que me deixou super-orgulhosa, o pior foi que escolheram um com um conteúdo levemente erótico e eu voltei a mudar de cor, enfim, que mais posso dizer? Estou ffffffffffeita ao bife! De qualquer forma, se não passar com distinção a fase da entrevista , (coisa que neste momento nem ponho em causa), posso dizer que estou orgulhosa de mim na mesma, que ainda o ano passado por esta altura nem o 9º ano tinha completo, e ó pra mim agora!

 Bom, pelo sim pelo não, como sou uma “pikena” prevenida, já estou a ver os fatos, confesso que os acho um pouco… não sei, quanto a mim precisam de mais design. E quanto aos saltos dos sapatos serem rasos, como ouvi dizer, ainda vamos ver, que eu sem saltos altos ninguém me vê…mas isso são pormenores… O que é que acham deste?

Até parece que já me estou a “ber”, canudo!

http://www.curadaalma22.wordpress.com

Esta é a transcrição à letra de uma leitura de aura com a terapeuta Susana Belo, que eu gravei com o meu telemóvel. Como no final se revelou tão importante para mim, no sentido de me fazer compreender cada vez mais o meu processo de crescimento e evolução, decidi publicar para poder partilhar com algumas pessoas amigas. Tirando a parte em que digo o meu nome completo, por três vezes, o resto é totalmente a Susana a falar, uma vez ou outra que eu a interrompi com alguma dúvida ou pergunta, optei por não transcrever pois podia tornar a leitura mais confusa. Resta acrescentar que a leitura é feita como se de uma meditação guiada se tratasse, e que ambas estamos com os olhos fechados enquanto a Susana fala. Também como numa meditação guiada há imagens que me vêm à cabeça, e também emoções por vezes tão fortes que durante a leitura da terceira vida passada, tenho uma descarga emocional e choro, como se estivesse a passar de novo pelos acontecimentos do passado, e por vezes também interrompo confirmando certos dados que eu sei instintivamente. De qualquer forma foi muito bom e recomendo. Fica aqui então uma sessão de leitura de aura… e por favor tenham em atenção de que é à letra… daí às vezes as paragens, ou a repetição das palavras…
Susana Belo: Eu vou te pedir que repitas o teu nome em voz alta três vezes… o nome completo.
Eu: Alda Maria Neto Maltez… Alda Maria Neto Maltez… Alda Maria Neto Maltez…
Susana Belo: Vamos então dar inicio a esta leitura de aura, pedindo aos nossos mestres e guias que nos acompanhem, e que todas as informações que surjam no decorrer da leitura possam ser usadas para o bem maior de todos os envolvidos. Que assim seja.
Alda, eu vou começar por te dizer que, neste momento na tua aura existem algumas cores que estão mais ou menos na mesma quantidade…existe o rosa, existe o verde, existe o violeta.
O rosa tem a ver com dar-se, com generosidade, com sensibilidade, tem também a ver com maternidade, com a capacidade de cuidar dos outros. É uma cor que pede para se ter atenção aos limites, então é muito importante, Alda, que aprendas a dizeres não, sem te sentires culpada por isso, sem teres medo que as outras pessoas deixem de te amar por dizeres não. Em relação ao verde, é uma cor de cura, isso indica-me que tu és uma pessoa com potencial para seres terapeuta, e és uma pessoa que automaticamente atrai outras pessoas, porque as pessoas que têm verde na aura são magnéticas e atraem mesmo outras pessoas para as poderem ajudar, aquilo que as pessoas sentem em ti, inconscientemente, é que tu as podes ajudar, é que tens algo para elas, nem que seja uma palavra, um conselho sábio, uma orientação. Portanto é importante que aceites esse papel, que te sintas cada vez mais encaixada nele, o papel de ser uma terapeuta ou alguém que ajuda os outros.
O violeta fala aqui de transformação. Esta fase, pela qual tu estás a passar actualmente é uma fase que já dura há algum tempo e que ainda vai durar mais algum tempo, mas é uma fase que tem um bom resultado, tem um bom final, o objectivo é que tu te libertes de tudo aquilo que te prende no passado para que possas começar uma fase mais leve, mais plena, mais feliz, com mais vitalidade, porque há realmente aí algo de novo para ti, mas esse novo, seja em termos de projectos profissionais, seja em termos amorosos, em termos de relações de amizade, o que seja, só pode chegar quando essa fase estiver concluída, e neste momento ela ainda não está, portanto o que te é pedido é paciência, capacidade de perdoar e de fazer o desapego, desapegares-te, de não dares demasiada importância àquilo que te está a acontecer, para procurares levar um dia de cada vez, com força, com fé… fé de que as coisas vão ficar bem melhores…bem melhores. Portanto é importante que mantenhas essa luz interior. Estas são as cores que estão na tua aura.
Eu vou agora começar com o método da rosa, que tem três partes. A primeira parte á a leitura da tua rosa, que representa o teu espírito, é uma leitura metafórica, é a que vai falar sobre ti, sobre a tua alma. A segunda parte é a leitura das vidas passadas, ou seja, vamos ler algumas vidas passadas, que são importantes para o momento presente, ou seja, há qualquer coisa que tu aprendeste nessas vidas que se está a repetir agora, ou que ajuda a entender o que está a acontecer agora. Portanto, já tivestes muitas vidas, mas geralmente aparecem entre duas a três. A terceira parte é a leitura dos teus chacras, portanto eu vou-te explicar como é que eles estão neste momento, se estão bem, se estão desequilibrados, o que é que existe neles em termos de cores.
Vamos começar com a leitura da rosa. A rosa que eu vejo é uma rosa que está… ela está um pouco fechada, não está totalmente fechada, mas está… ela está muito virada para cima… engraçado… eu vejo as pétalas desta rosa de um vermelho, com o cume vermelho paixão, carnudas, mas viradas para cima, como se estivessem só a olhar para o céu, como se estivessem à espera de algo de divino, de milagroso acontecesse. Isto fala-me um pouco de …engraçado…a metáfora que vem é: Paixão de Cristo. De alguma forma isto significa que o processo que tu estás a passar agora tem muito a ver com descobrires a parte cristica de ti, a tua capacidade de compaixão, de perseverança, de saber aceitar a dor, com… com paz, com mansidão, tendo consciência de que essa dor vai desaparecer, porque nada dura para sempre, nem a dor nem a alegria. Então o que te é pedido neste momento é que vivas com intensidade a tua vida, e que não estejas demasiado focada numa ajuda que vá surgir do nada e que vá resolver os teus problemas, não vai ser necessário isso. Isto é um processo e precisas de aceitar a fase por que estás a passar, precisas aceitar em primeiro lugar que ela te vai trazer algo de bom, seja o que for, ela te vai trazer algo e agora é preciso passar por aqui. Esta rosa, ela mostra também que há aqui muita jovialidade, eu sinto que é uma rosa com ar jovem, isto indica-me, que existe dentro de ti também essa capacidade, de ser espontânea, alegre, jovial, como uma criança, que chega a uma sala e anima as pessoas que lá estão. Então vive essa criança, permite-te ser assim, não deixes que os problemas que existem agora te deitem abaixo, que murchem, que façam murchar a tua energia. Tu és uma pessoa dinâmica, és uma pessoa que tem capacidade de se regenerar, não te podes esquecer disso, que és capaz de o fazer.
Em termos do relógio da tua alma, que é uma informação que surge ao lado da rosa, e diz qual é que é a fase que estás a passar nesta vida, qual é que é o tema principal desta vida, e que tem vindo a ser vivido também nas vidas anteriores. Este relógio da alma, ele aponta-me as quatro horas e dez. O que isto me mostra, em termos de alma, é que estás mais ou menos a meio de um processo de busca. Já andas há muitas vidas a fazer uma busca, uma busca por quem és, uma busca que te leva a experiências diferentes, e essas experiências são importantes para tu perceberes, o que é que faz parte de ti e o que é que não faz. O que tem a ver contigo e o que não tem. Mas esta fase de busca ainda não terminou, é muito provável que até ao final da tua vida tu continues sempre nesta busca, mas não é uma busca sem retorno, é uma busca que, a cada passo te vai dando algo, que te vai ajudando a crescer mais e mais. Então a lição aqui não é de que vais ficar insatisfeita toda a vida, não é isso, significa que há um caminho muito bonito que tu tens a trilhar e que é um caminho de constante crescimento, ou seja, tu não vais estagnar, ainda tens muito, muito para viver, para descobrir, e isto é bonito… aproveita esta fase. O que este relógio te quer dizer é que é importante que tu experimentes tudo aquilo que te chama a atenção, que te possa trazer algo de bom, algo de novo. A busca que estás a fazer é certa, é mesmo para isso, precisas de experimentar, faz parte da tua alma, não reprimas esse desejo, isso vai-te ajudar a ser muito feliz e a amares-te cada vez mais.
Continuando a ler a tua rosa, o tamanho do teu caule, ele indica-me quanto é que tu já cresceste enquanto alma. Então este caule, ele está nos sessenta por cento, isto quer dizer que, ele já cresceu sessenta por cento mas ainda faltam quarenta pela frente, ele passou há pouco tempo a metade do seu crescimento, isto quer dizer que já estás numa fase de alma adulta, mas ainda há muitas lembranças daquilo que é ser jovem, daquilo que é ser criança, isso ainda é muito recente, passou há pouco tempo. Então é natural que tu tenhas a tendência para ser criança, para querer ser espontânea, livre, divertida…fazer partidas, é natural. Mas tu já estás numa fase adulta, então também é importante que tu vás aprendendo passo a passo a assumir essa responsabilidade, e que entendas também que numa fase adulta, as almas já são capazes de ensinar, então, também tu já tens algo para ensinar aos outros, aos mais jovens, e os mais jovens não são apenas crianças, são também pessoas que ainda não cresceram tanto quanto tu, por isso, prepara-te.
A mensagem é: Prepara-te. Prepara-te interiormente. Continua as tuas buscas, mas começa a preparar algo para oferecer aos outros. Começa a preparar o teu dom, para o poderes transmitir aos outros. Seja dando consultas, seja dando formações, isso há-de chegar com o tempo, mas começa a alimentar isso dentro de ti, esse sonho, essa vontade, porque é algo que faz parte do teu caminho, ensinar, transmitir aquilo que tu já sabes.
Então neste caule o que surge também são folhas, estas folhas indicam pessoas que são importantes para o teu crescimento. Elas podem ser mais ou menos próximas de ti, mas elas são fundamentais para o teu processo de aprendizagem. São pessoas que combinaram contigo, aparecer nesta vida, no exacto momento em que apareceram. Então eu vejo três folhas. Eu vou-te descrever cada uma delas para que tu possas identificar quem pode ser.
A primeira folha é uma folha que me aparece com um verde-claro, um verde alface, e é uma folha que está toda recortada, ou seja o contorno dela é como se fossem vários biquinhos, e esses biquinhos são castanhos-escuros, como se ela estivesse queimada. Isso indica-me que esta pessoa, apesar de ser uma pessoa também jovem, talvez um pouco imatura às vezes, é uma pessoa que já foi, entre aspas, queimada pela vida. É uma pessoa que tem algumas dores, das quais ainda não se conseguiu recompor. É uma folha masculina, tem uma energia masculina. O tema principal de aprendizagem com esta folha é a dádiva, ela vem-te pedir, esta pessoa vem-te pedir, que tu sejas capaz de lhe dar aquilo que ela precisa. Mas aqui, esta dádiva, tem que ser uma dádiva consciente, não pode ser um vampirismo energético, ela não te pode esgotar. Tu tens que dar na medida em que tu decides que estás preparada para dar, nem mais, nem menos. Então a tua aprendizagem com este homem, é de dares, é de o ajudares, mas dentro dos teus limites.
Vamos ler as outras duas folhas, e pode ser que isso te ajude depois a identificar esta… pode ser um filho e pode não ser um filho, pode ser um companheiro, uma pessoa de família, um amigo. Não tem que ser um filho.
Em relação a esta pessoa o que eu te peço é: Grava a mensagem… Uma folha recortada, apesar de ser um pouco imatura já se magoou bastante e que precisa da tua ajuda para crescer, mas tens que saber dar essa ajuda respeitando os teus limites. Já vamos tentar perceber quem é que ela é.
A segunda folha, esta folha é uma folha bastante mais escura, também, por um lado com mais força, com mais energia. Esta folha é uma folha… uma pessoa… mais organizada, mais orientada, pelo menos parece que sabe o que quer, mas ao mesmo tempo, o que eu vejo é que, a parte que une a folha ao caule é uma parte muito fininha, então isto dá-me a entender que é uma pessoa que numa primeira aparência é muito forte, ou muito casmurra ou muito obstinada, mas que por dentro é frágil. Em primeiro lugar o que eu sinto nesta folha, é que é uma folha masculina, em termos de sentimentos da tua parte para com a folha, o que eu sinto é um grande amor, uma grande vontade de estar lá, de estar presente. Mas eu sinto que essa pessoa ainda não tem estrutura para receber… não é para receber esse amor, ela recebe… para te devolver, se calhar, parece-me que possa ser um filho…pode ser…… mas essencialmente é uma folha que ainda se está a fortalecer. Pode ser um pouco obstinada às vezes. Então a tua aprendizagem com esta folha, é a de saber esperar… saber esperar pelo momento certo para dar o retorno. É uma folha que pode rejeitar o teu apoio às vezes, mas ela precisa que tu estejas lá.
Alda, as aprendizagens são mais importantes do que a identificação das pessoas, porque as aprendizagens aconteceram ou acontecem com essas pessoas, mas repetem-se com outras. Então procura reter a aprendizagem. A primeira é dádiva mas com limites, a segunda mensagem é saber esperar pelo momento certo e estar lá para a pessoa quando ela precisar. Retém a mensagem que é o mais importante, porque é algo que se vai repetindo no teu dia-a-dia com outras pessoas.
Vamos avançar para a terceira folha. A terceira folha é uma folha claramente feminina. Ela aparece-me virada ao contrário, é como se ela não se quisesse mostrar ou estivesse chateada… não é bem chateada, é como se estivesse a fazer birra, a bater o pé. É uma folha… engraçado… ela tem uma forma quase que triangular, ela é pontiaguda, e tem um aspecto um pouco ressequido, nesta parte de trás. Isto indica que é alguém que pode ser um pouco amargurado, é uma mulher um pouco amargurada, e que às vezes está de costas voltadas para ti. Isto faz-te sentido, Alda? É a tua mãe… sim, foi a pessoa que me apareceu. A aprendizagem a ter com esta folha, engraçado… vem mais do que uma. Em primeiro lugar disciplina, em segundo lugar é a compaixão. Não há muito mais a fazer. Em relação a ela, disciplina, das duas, uma; ou é algo que ela te ensinou, ou é algo que lhe podes ensinar a ela… a seres disciplinada. E a compaixão é da tua parte para com ela, saberes ter compaixão pela forma que ela escolheu de viver, sem querer muda-la.
Então vamos reter as três aprendizagens: Em relação à primeira folha, Alda, eu vou-te dizer o que é que eu sinto: Sinto que não é um filho. Sinto que é um companheiro, um ex-companheiro ou um companheiro, uma pessoa que tem uma função de companheiro na tua vida. Dádiva é o que eu sinto, ele não aparece como filho. Uma pessoa a quem tu te tivesses entregado, mas que estivesse magoado, ressentido, às vezes um pouco agressivo, irritado ou que exigisse demais de ti, então a aprendizagem era saber dar com limites, respeitando os teus limites.
Então procura reter as três aprendizagens: A dádiva com limites. Saber esperar, e a terceira… é a compaixão e a disciplina. Essas são aprendizagens importantes para ti, para a tua vida.
Então vamos continuar a descer por esta rosa e vamos chegar à parte das raízes. As raízes desta rosa… elas são umas raízes fora do comum. Elas mostram-me formas que têm a ver com o fundo do mar…corais, estrelas do mar…engraçado…isto nunca me aconteceu numa leitura… a sério… estas raízes, elas mostram-me uma grande ligação ao mar. Uma grande ligação à água, às emoções. Isto indica-me… apesar de eu ver terra, e não água à volta das raízes, isto indica-me que tu tens um canal espiritual muito forte e que a mãe é uma pessoa chave na tua vida, para o bem e para o mal, ela é uma pessoa chave. A tua mãe, a relação com a tua mãe, porque a água fala-me também da relação com a mãe…uma relação importante tu perceberes, para tu aceitares, para tu trabalhares…ah… ela não aceita o teu lado espiritual… Mas a tua aprendizagem com a tua mãe é de aceitares que ela não aceite este teu lado, percebes… estamos a falar de ti… daquilo que tu podes fazer e não daquilo que tu queres que ela faça. Então estas raízes, elas falam também de harmonia, de beleza, de sentido estético, criatividade, coisas boas, coisas bonitas, eu verifico é que estas raízes, elas têm esta forma, têm formas do fundo do mar mas estão em terra… como se elas se sentissem deslocadas, e como se tu, Alda, muitas vezes te sentisses deslocada, nos sítios onde estás, aqui mesmo na terra. Às vezes nada faz sentido, não és daqui…não era aqui na terra que devias estar…havias de estar noutro lugar, a fazer outro tipo de coisas, e essa sensação é natural mas aquilo que me surge é que tudo tem o seu tempo, e que essas mudanças vão acontecer, portanto tens que manter as tuas intuições, manter as tuas visões. Tens que te focar naquilo que é positivo para poderes alimentar essa realidade, porque tu tens um poder de visualização e de manifestação muito forte, Alda. Se às vezes as coisas não acontecem como tu desejas, ou como tu planeias, é porque há alguns bloqueios e há também alguns medos. Mas tal como o teu poder de manifestação é muito forte, o poder dos teus medos é muito forte. O poder do teu pensamento é enorme, mas tu tens que saber utilizar, entendes… e o poder das tuas palavras também…entendes o que eu estou a dizer… Tem que começar por ti. Essa tarefa de começar a mudar, a forma como falas, a linguagem, os termos que usas… usar mais termos positivos… Encara isto como um exercício. Ao princípio pode parecer que são só palavras e que não têm consistência, que não têm a ver com o teu dia-a-dia, mas à medida que fores usando cada vez mais uma linguagem positiva, o teu dia-a-dia vai começando a mudar…Porque tu tens essa capacidade de mudar o que está mal. Tu só tens que acreditar um pouco mais em ti, Alda.
Podemos passar para os anéis das vidas passadas… então vamos avançar…
No caule da tua rosa eu vejo três anéis: um anel violeta, um anel azul celeste, um anel verde. Estes anéis, eles são portais para vidas passadas tuas. Agora vamos entrar no primeiro portal, o anel violeta. Ao entrar neste anel, a primeira imagem que me surge é de um jardim… de uma rosa. Neste jardim eu vejo um jardineiro a trabalhar, este jardineiro és tu. Ele aparece-me com cerca de cinquenta anos, é um homem… nós já fomos homens e mulheres em todas as nossas vidas… a nossa alma não tem sexo. Então este homem és tu nessa vida anterior. Eu vou-te descrever o cenário à volta dele. Ele trabalha para uma família abastada, e é jardineiro deles, há pelo menos vinte e cinco anos. Então ele está nos seus cinquentas, significa que nos vinte e cinco anos ele mudou-se para aquela casa. Então recuando a essa altura, aquilo que eu vejo, é que ele era um rapaz saudável, com muita energia, simpático, e que conseguia cativar as pessoas. Eu vejo-o com um sorriso de orelha a orelha na cara. Ele era alto de cabelo curto castanho, olhos … eu vejo azul-escuro. Este jovem és tu. Então, ele foi parar a esta casa da seguinte forma: Eu sinto que ele vivia numa família mais pobre… que o seu pai também era jardineiro… e que ele seguiu a profissão de família, seguiu aquilo que o pai também fazia… mas havia dentro dele uma energia exploradora. Então esta energia exploradora poderia levá-lo a fazer algo de diferente… algo de diferente do que o pai fez. Mas ele optou por não o fazer, ele optou por ser jardineiro como o pai, e por ser contratado, aceitar ser contratado por esta casa de família e ficar lá a viver. Isso acontece por um motivo muito importante. Por volta dos dezoito, vinte anos, ele estava muito apaixonado por uma rapariga que era…era mais rica de que ele, e por uma questão de classes sociais, eles não se puderam envolver. Era um amor proibido.
Então o que eu sinto é que, ele ficou muito magoado por não poder viver esse amor com a rapariga… e …e desistiu. Desistiu de lutar… por ele… desistiu de procurar um caminho diferente e achou que não tinha valor. Senti que ele interiorizou que não era especial… que não tinha valor para ser alguém melhor, para ir mais além, inclusive para lutar por aquela mulher. Então ao interiorizar isto, ele esteve com… não foi depressão, mas muito em baixo durante algum tempo… anos…. e ele acabou por aceitar que o seu destino estava traçado, que era igual ao do seu pai… jardineiro. Há aqui já algumas mensagens para ti… Alda… Não desistir, de te valorizares mais… de gostares mais de ti e de acreditares mais em ti, e acreditares de que independentemente do teu contexto da tua vida neste momento, tu podes mudar tudo aquilo que tu quiseres. Nesta vida anterior, este rapaz não acreditou. Então eu vejo-o a viver nesta casa de família, pacificamente, mas por um lado ele acabou por também usufruir dessa escolha, ele cresceu com ela, ele tornou-se uma pessoa simples, humilde, capaz de escutar os outros e de ver mais além. Tornou-se um bom homem, sem dúvida, mas não foi feliz no amor. Foi feliz enquanto pessoa, nas relações humanas que tinha, foi feliz assim… mas não constituiu família, e não viveu essa parte que podia ter vivido.
Então a grande lição desta vida, é que tu não podes desperdiçar as oportunidades, não te podes deixar deter pelos obstáculos, Alda, porque há muito mais… além disso tu tens uma força tremenda, o que eu sinto é que há falta de crença nessa força. Como se tu aceitasses que as coisas são mais fortes do que tu, e não são… e não são, Alda. Estavas-me a perguntar se essa rapariga podia ser identificada com alguém… há alguém que te venha à cabeça? Eu vou-te descrever a rapariga… nessa altura, para ver se corresponde a alguém… então a rapariga nesta vida passada era uma pessoa, por dentro sensível mas por fora arrogante. Arrogante no sentido de ser um pouco de nariz empinado às vezes… de dar muita importância à aparência. Ela tinha sentimentos por ele e não demonstrava. Ela tinha medo … porque ela achava que não podia ser, por causa do status, do que os outros iriam pensar. Nessa vida eu vejo-os mais ou menos com a mesma idade, talvez ela fosse um bocadinho mais velha… Ela tinha medo, ela tinha muito medo do que os outros iriam pensar… essencialmente do que a família iria pensar. Nas represálias que ela iria ter em termos de família, ela tinha medo de perder o seu estatuto, a sua aparência, por isso ela também não lutou por ele. Então, mensagem final desta vida: acredita em ti, Alda… porque isto é algo que te aconteceu no passado e de alguma forma essa energia está presente agora. A mensagem é para tu acreditares em ti, e acreditares, não interessa o que está a acontecer… tu és mais forte do que isso. Se tu quiseres, tu és mais forte… tu tens essa força dentro de ti. Não te esqueças dela. Vamos passar para o segundo anel… Ah… só para te dizer em relação ao primeiro anel, em termos de localização, ele passa-se em Inglaterra, em termos de tempo cronológico, algures entre 1340-1350, que essa vida começa…. a vida do rapaz… e os nomes… vejo as primeiras letras… M para o rapaz … L para a rapariga., mas os nomes, podem não ter nada a ver com os nomes actuais, mas fica a referência…
Vamos passar então para o segundo anel, o anel azul celeste. Ao entrar no segundo anel, a primeira imagem que me surge… curioso… como é que eu te explico isto… é em pedra, é uma imagem como se fosse um computador de pedra, não é um computador… atenção isto passa-se há muito, muito tempo atrás… antes de Cristo. Passa-se no Peru, e eu penso que é na altura dos Incas Maias. Eu sinto que este símbolo que eu estou a ver… esta construção, este artefacto é algo que tem um pouco a função que os nossos computadores têm hoje em dia. Uma função de armazenar conhecimento, de armazenar energia e de comunicar. Então eu começo a ver um templo… vou-te dar uma localização… Palenque… isto passa-se em Palenque, eu não sei se é no Peru ou na Bolívia. É Palenque. Eu vejo um templo dos Incas Maias, e vejo um rapazinho pequenino que és tu, com o cabelo preto pelos ombros, olhos pretos, negros, escuros, e ele está chateado… tem… tem flechas na mão… paus… ele está chateado… ninguém quer brincar com ele. O nome dele é… só me vem… “Asas de Vento” e um nome com as letras: O… V… K… A… L – KAVLO … VAKLO … LAKVO… não sei…. (Talvez VALKO).
Lá em cima no templo estão alguns adultos, nomeadamente o seu pai, a realizar uma cerimónia, na qual ele não pode participar, e as outras crianças estão retidas em casa, é como se ninguém pudesse sair à rua naquele momento e todos tivessem que estar nas suas cabanas a meditar ou a entrar em contacto com o alto… e ele queria brincar. Então ele está cá em baixo, junto ao templo, chateado. O que acontece é que este momento, esta cerimónia era um momento de alinhamento algures pelo solstício do sol, realmente este povo, eles tinham uma ligação muito, muito próxima com os seres de outros planetas, com seres que povoaram de alguma forma o planeta terra e então eles estavam a contactar com estes seres para receberem orientações. Isto acontece antes de uma grande batalha, eu sinto que há uma batalha entre tribos e há muita tensão no ar. É uma luta pelo poder, uma luta por quem é que tem o acesso ao poder, quem é que sabe mais, de certa forma este povo era um povo divino, com ferramentas divinas, mas houve uma perversão … eles tornaram-se humanos… houve uma perversão.
Então este rapaz, voltando ao rapaz, à medida que ele vai crescendo ele torna-se uma pessoa rebelde, por um lado, com iniciativa, ele é um guerreiro….sem dúvida, ele é um guerreiro. Ele é um dos guerreiros mais destemidos da sua tribo, e… e à medida que vai crescendo, há um momento em que ele se torna um líder… o líder anterior morreu. Então ao assumir a liderança do grupo de guerreiros, este homem sente-se com poder. Ele sente o poder, sente o que é ter o poder nas mãos, e isso deixa-o inebriado, deixa-o a sentir-se bem… forte. Mas há aqui duas vozes dentro dele. Uma voz positiva e uma voz negativa. Há uma voz que lhe diz para ele agir correctamente e há outra voz que lhe diz para usar aquele poder em seu proveito, e durante muito tempo ele sente essa dualidade, estas duas vozes dentro da cabeça dele, então há momentos em que ele é agressivo, mal-educado, trata mal as pessoas da tribo, e há outros em que é muito atento ao que se passa com as outras pessoas, e que, apesar de ser silencioso, procura ajudar. Então por volta dos trinta anos deste jovem há realmente um grande confronto com outras tribos e é ele que lidera o grupo de guerreiros, e numa das batalhas, num dos momentos de batalha, um momento em que eles estavam num terreno que não era o deles, não conheciam o terreno, e estavam quase que cercados por muitos inimigos, eles estavam em desvantagem numérica, este jovem, este homem decide avançar à carga de uma forma louca. Ele ordena ao seu grupo que avance a gritar e a atacar, que não tenham medo porque ele acredita tanto que se o grupo avançar daquela forma, que os outros vão ter medo, vão pensar que existem mais escondidos e que se vão retirar, mas isso não acontece. Isto é um passo em falso que ele dá por se sentir com poder. Ele não mede bem as consequências do seu acto. Então, tanto ele como muitos outros homens daquela tribo são assassinados. O que acontece neste momento é que fica uma lição cármica muito forte por resgatar, que tem a ver com poder. Esta lição tem a ver com saber usar o poder, e isto é algo que se pode usar em várias áreas. Seja ao nível das relações, seja ao nível da família, seja ao nível da profissão… a chamada de atenção para ti, Alda, é que tu de alguma forma já sabes isto, já tens esta consciência, mas há sempre o risco de cair na tentação de usar indevidamente este poder que tu tens e é muito importante que tu estejas consciente das razões que te levam a tomar algumas decisões… que te levam a agir, entendes Alda? Está consciente destas razões, para que não sejas enganada pela tua vontade de poder … não é vontade de poder, não é isso, desculpa… não é isso, pelo que o poder faz contigo, o que o poder desperta em ti, é importante que saibas porque é que ages com as pessoas da maneira que ages, porque é que tomas determinadas decisões. Porque é que procuras algumas pessoas. É muito importante que a forma como tu lidas com os outros, principalmente com aqueles que estão abaixo de ti, entre aspas, seja sempre de uma forma positiva, de uma forma que respeita a individualidade das outras pessoas, entendes. Vamos passar para o terceiro anel… Voltando a trás é em Palenque, antes de Cristo, talvez 3000 anos …alguns milénios antes de Cristo, a vida do segundo anel. Então vamos passar para o terceiro anel…
Ao entrar neste terceiro anel, a primeira imagem que eu tenho, é de um prado muito verde, um prado imenso, e neste prado eu vejo uma menina, com um chapéu largo, com uma trança comprida, loira, bastante escuro, um loiro escuro, uma trança até à cintura, e um vestido cor-de-rosa a combinar. Sinto que isto se passa na Europa, talvez entre França… França …sim, Sul de França…parece-me… e ela é uma menina de uma família nobre… aristocrática e ela tem muito gosto em ser menina, é o que eu sinto…ela é muito vaidosa… e à medida que ela anda por aquele prado, ela passa por outras crianças, algumas que estão com roupas sujas, ou mais velhas, e ela evita olhar para essas crianças, porque não quer pensar no que seria viver assim. E isto acontece durante muitos anos, ela vai crescendo … ela chama-se Mariana…Marianne… então esta menina, ela vai crescendo sempre protegida por esta família e protegida de lidar com as outras classes sociais, de tal modo que ela esquece-se que essas classes existem. Mas há um momento em que ela tem que fazer uma viagem que eu penso que tem a ver com estudos, que ela vai estudar mais para perto de Paris …e…por volta dos 18 anos, e nessa altura ela fica por conta dela, ela fica sozinha, ela fica longe dos pais e com uma tia, e começa a ter alguma liberdade, e começa também a conviver com outro tipo de pessoas … e há… engraçado… há um rapaz que está a estudar o mesmo que ela, eles estão a estudar Biologia ou Botânica, talvez na Universidade de Ciências de Paris, mas que tem muitas dificuldades económicas, que trabalha muito para poder pagar aquele curso, aquela formação, e acho que não foi só isso, que ele teve uma cunha qualquer, de um tio poderoso, porque naquela universidade ele não poderia estar lá… e é alguém que lhe desperta muita atenção. Ele tem o cabelo pelas orelhas… ele tem cerca de dezoito anos tem o cabelo mais ou menos … entre as orelhas e o queixo… O que eu vejo é que ele se esforça muito e ela sente imediatamente uma atracção por ele, mas por outro lado uma repulsa, porque ele não faz parte da classe social dela… Novamente aqui a questão do status… Então à medida que isto evoluiu, durante os 4…5… durante os anos em que ela está na faculdade com ele, ela tem algumas oportunidades de estar em contacto directo, seja nos trabalhos, a pedir livros, a trocar livros ou outra coisa, e… ela não lida bem com o que ela sente por ele, e ela começa a notar que ele também tem um interesse por ela, mas ele é muito correcto, ele é muito recatado, ele respeita a distância dela e então nunca se aproxima, mas isto mexe muito com ela, e ela começa a ficar com raiva dele… com raiva por gostar dele, com raiva por ele não ter dinheiro, e com raiva por ele não lhe dizer nada, não falar com ela… não se aproximar. E só no final deste curso, quando ela está prestes a voltar para casa, é que ela, numa festa… de despedida…numa festa … é que eles se aproximam um do outro, e vão conversar para um jardim… e nesse momento ela… ela abre-se com ele pela primeira vez. Diz-lhe que… diz-lhe o que sente… engraçado…ele está terrivelmente apaixonado por ela desde o inicio, e ele pede-a em casamento naquele momento. Ele pede-a em casamento… Ela fica muito feliz pelo pedido, mas ao mesmo tempo ela sente um remorso muito grande por ter recebido o curso dos pais e sente um grande dilema dentro dela, então ela pede-lhe tempo para pensar. Ele fica… por um lado fica triste, desolado, mas por outro, tem esperança de que ela vá aceitar, e que volte para ele, ele morava ali mesmo, perto de Paris. Ele tem realmente uma pessoa que o protege, um tutor que tem dinheiro. Então neste momento, o que acontece, é que ela volta para casa, e volta a pensar imenso nele… por um lado muito feliz porque houve finalmente um encontro … houve um beijo… houve uma aproximação, que ela desejava há tanto tempo, mas por outro lado, completamente dividida. Assim que ela chega a casa, eu vejo que ela se tranca no quarto a chorar durante muitos e muitos dias. Ela não consegue agir, ela fica paralisada porque ao chegar há uma série de expectativas que estão depositadas sobre ela, e é-lhe transmitida a informação de que ela vai viajar. Os pais conseguiram um lugar para ela ficar … nem é trabalhar… mas… as mulheres na altura nem trabalhavam… engraçado, mas é ocupar um lugar de destaque talvez, na aristocracia, e dizem que a querem casar com outra pessoa, uma pessoa de longe, e ela teria que ir viver com ele para outro lugar… ah… para outro país, inclusive… para Espanha. E esta notícia é-lhe dada assim que ela chega. Ela fica fechada no quarto, durante dias e dias e não come e a mãe fica muito preocupada com ela. Então tenta perceber o que se passa, e nesse momento ela conta-lhe, conta-lhe o que sente. Conta-lhe que se apaixonou por um rapaz. E a mãe de inicio compreende, ela só lhe conta que está apaixonada por uma pessoa, não lhe conta a origem dessa pessoa, não lhe conta se ele tem ou não dinheiro. De inicio a mãe fica um pouco baralhada, mas até entende, que ela se tenha apaixonado e pergunta-lhe mais sobre esse rapaz… quem ele é… se é alguém de bem, alguém com posses, alguém reconhecido na aristocracia… e ela conta-lhe a verdade e diz que não, que tem um tutor que é muito rico, mas que ele não tem dinheiro, que teve que trabalhar muito e a mãe imediatamente responde e diz que não, que não aceita e que ela tem que se casar com outro homem, um homem mais velho do que ela. Isto deixa-a tremendamente desesperada. O contacto dela com o rapaz, com o seu apaixonado é-lhe cortado. A mãe contou ao pai e eles cerram mais a vigilância sobre ela. Não a deixam escrever cartas para ele, enviar recados… então passam-se meses e meses sem eles contactarem e ele começa a perder a esperança. Eu vejo que ele… ele está louco, ele está capaz de fazer qualquer coisa, de ir atrás dela… e é engraçado porque ela tem data marcada para partir, e à medida que o tempo vai passando e ela vai simplesmente aceitando o seu destino, este terrível destino que ela não queria, ela vai ficando apagada, apática, sem energia, sem capacidade de reacção… é como se ela não conseguisse ver uma luz ao fundo do túnel… não conseguisse ver o que é que ela poderia fazer, então, o que acontece é que por sorte ou por azar, cerca de dois dias antes da partida dela para Espanha, o seu apaixonado chega à cidade… à vila onde ela vive, mas tem alguma dificuldade em aproximar-se da sua casa. É uma casa que está muito bem vigiada. Os pais tinham noção de que ele poderia tentar se aproximar. Então ele tem que se disfarçar… disfarça-se de carteiro… de mensageiro para lhe tentar fazer chegar uma mensagem… uma mensagem à sua amada. …É tão engraçado… ele tem uma força tremenda, e tem um engenho e imaginação… e ele inventa uma carta da Universidade para ser entregue à rapariga… e acaba por conseguir passar os portões, diz que a carta tem que ser entregue em mãos. Eu não sei como… eu penso que… ou o pai não estava presente e a mãe estava ocupada, ele consegue em contacto com os criados, chegar até à rapariga…e …e nesse momento há um reencontro… há um reencontro muito forte…há imensas lágrimas… ela conta-lhe o que se está a passar, que vai ter que se ir embora, que vai ter que se casar com outra pessoa e ele fica… ele diz que não, que não aceita e que a vai salvar e que hão-de fugir para longe. Este é um momento muito, muito intenso, mas muito, muito rápido, porque eles não têm possibilidade de ficarem a sós muito tempo… há alguém, há um dos criados que desconfia e vai avisar a mãe… e a mãe encontra-os… e …e põe-lo imediatamente para fora, tenta pô-lo para fora, e no processo a tentar pô-lo para fora de casa pelos guardas, pelos seguranças, ele começa a lutar, ele quer dar a vida por ela, ele não aceita, e o que acontece é que ele fica gravemente ferido… fica gravemente ferido e quase morre naquele confronto, e fica depois no hospital em coma durante muitos dias… ele foi ferido na cabeça… e nas costelas… tem sangue na cara por todo o lado, mas também nas costelas. Este tempo em que ele fica em coma é o suficiente para os pais a mandarem para longe, para ele não ter mais rasto dela, e eles não voltam a contactar um com o outro. O que eu sinto em relação a esta rapariga, é que ela leva uma vida muito triste, ela não quer ter filhos e então ela começa a fazer mal a ela própria. É um final muito destrutivo, e no final da vida foi simplesmente uma pessoa completamente diferente. Eu vejo que o marido com quem ela casou, era uma pessoa boa, era mais velho, percebe a angústia dela, percebe o seu sofrimento e já nem insiste para terem filhos, porque ela não quer. E no final da sua vida eu vejo-a com tendência para o alcoolismo, para esquecer… e a ele… vejo-o perdido… vejo-o perdido…ele não enlouqueceu mas ficou… perdeu o norte, perdeu a lucidez… perdeu a lucidez…
Então este é um grande Karma, novamente com um amor proibido… então vamos aqui perceber o que é que há aqui a resgatar para a vida presente… o que eu vejo aqui, é que, em primeiro lugar, havia amor… havia um grande amor… estas duas almas, que são almas… não sei se poderei dizer…almas gémeas… mas se não são, são muito próximas disso, são almas que há muitas vidas se tentam encontrar, mas por vários motivos não lhes tem sido permitido estarem juntos… então aqui há uma tendência… são sempre imposições sociais… imposições de fora… nunca é por vontade deles, é… um azar… um azar… mas eles querem estar juntos. Já houve um progresso em relação à primeira vida que nós vimos com este casal, realmente aqui nesta vida eles já se conseguiram amar, enquanto na outra vida isso não tinha acontecido, então significa que está a progredir… que no presente ou no futuro as coisas podem mudar… podem ser diferentes, há aqui uma evolução, mas eu vejo sempre os pais como figuras repressoras, os pais, ou a educação que os pais transmitem como algo repressor. Em tempo cronológico isto passa-se entre… 1700 e 1800… sim entre 1700…1800, e os nomes, ela Marianne Levy, e ele Laurent… Laurent Chernaux ou Charnoux… ou algo que se assemelhe foneticamente a isto..… engraçado…de novo M e L…curioso…
Então há que prestar atenção, à tua família e à família dele, ou neste caso, aos valores que te foram transmitidos a ti, e aos valores que lhe foram transmitidos a ele, entendes… porque o problema está aí…

(apenas consegui gravar a primeira hora no meu telemóvel, a parte das cores dos chacras, já não gravou, e mais algumas questões que coloquei também não, mas foi deveras elucidativo, de tal forma que estou tentada a repetir para mais informação adicional… e aconselho vivamente, até porque já tinha pensado muitas vezes fazer regressão com hipnose para tentar decifrar certos padrões de acontecimentos, mas sempre também tive receio de trazer de lá mais do que queria… ou conseguia lidar, mas a leitura de aura é fascinante e faz as regressões de uma forma consciente, e o efeito em termos de aprendizagem é fantástico, sinto que evolui alguns passos largos em questão de horas. Obrigada Susana, muito obrigada mesmo…)

 

 

 

 

Ilustração de Alda Maltêz 

Vou deixar aqui um apelo.

É algo que tem vindo a germinar dentro de mim já há algum tempo, e eu sou assim…como direi…de ideias fixas.

Para poder explicar melhor os meus sentimentos acerca deste assunto, começo por dizer, que já fui viciada em telejornais, noticias, informação e afins.

 Agora não!

 Já há muito tempo que deixei de ver telejornais. Não acrescentam absolutamente nada à pessoa que eu sou, e mais não digo!

Aliás, acho que foi por volta do caso “casa pia”, que eu comecei a desligar-me desse mundo de desgraças que só pode fazer mal a quem devora, como eu costumava fazer, toda a informação que tem ao seu dispor. 

Um dia disse: “Basta!”

E foi assim, meus senhores e minhas senhoras, que aqui a Alda Maria deixou de saber o que se passava no mundo… (quando há alguns anos o governo caiu, só percebi porque ouvi nas ruas e nos cafés as pessoas a comentarem. Fiquei ligeiramente incomodada por ser eu a última pessoa a saber…).

 Agora não!

Já nada disso me incomoda.

Eu sou eu, e o resto é paisagem.

A propósito…e o mundo? Quer saber noticias minhas?

Tenho o meu próprio mundo, e, mesmo não sendo perfeito, não dou a ninguém o direito, de todas as noites o vir escavacar mais um bocadinho, com os males do mundo transformados em circo.

Admiram-se depois das “ Columbines” e coisa e tal…

Tenho uma teoria, é uma coisa muito minha …sei lá…

De vez em quando, penso nisso, e se calhar um dia ainda ponho em prática.

 Já agora, assim como quem não quer nada, até vou pôr a circular na internet, uma espécie de petição, um abaixo-assinado, e quem sabe…

Bom, vou dizer-vos do que se trata.

Eu tenho uma visão …(tipo “I have a dream”…)

Até que, se conseguir juntar muitas pessoas a meu favor ainda vou à TVI com esta proposta. (hi! hi! hi!)

Ora aqui vai!

Eu imagino que se possa construir um canal de notícias, que possa haver um noticiário, onde apenas sejam “dadas”, as boas notícias.

Ora vejam lá se conseguem visualizar…

São oito em ponto da noite.

E, com a música da apresentação, tão típica do telejornal, começa;

Boa noite! Eu sou (agora já não pode ser) a Manuela Moura Guedes, e este é o Jornal Nacional…Especial!

Tcharaaaaaam!
Perceberam? Ainda não?

Está claro que não, porque eu ainda não expliquei, dah!

Agora imaginem lá, a ver se conseguem.

Vá lá! Não é difícil!

…….HOJE O PAÍS ACORDOU  MAIS UMA VEZ AO SOM DE MUSICA CLÁSSICA!…

e as noticias que hoje  tenho para vos dar,  são, como de costume,  inspiradoras, algumas enternecedoras até…vou fazer-vos sorrir de ternura, rir à gargalhada, suspirar, e, se por acaso uma lagrimazita teimosa rolar, será certamente de alegria…

 Há aquele caso de uma família que resolveu ajudar… e o outro caso das crianças na escola que formaram um grupo, e resolveram entregar as suas mesadas para serem distribuídas …. e o caso do senhor do mini mercado, que ajudas algumas famílias da região , que estão desempregadas … e segue-se uma entrevista com o Sr. Albertino, que viu a sua vida ser transformada pela boa vontade dos vizinhos… e agora esta noticia, embora exista um determinado numeroso de pessoas, para as quais isto não é novidade nenhuma, o certo é que já está mais do que confirmado:

eles andam por aí… os anjos,

 e existem pessoas que falam com eles, e mantêm conversas inspiradoras…Hoje foi avistado um arco íris, enorme, com cores extremamente vivas, que se avistava por inteiro, de uma ponta à outra,

para quem estava a trabalhar e não pôde assistir, aqui ficam as imagens, e já a seguir, mais, muito mais, aqui, no Jornal Nacional Especial.

Que lindo!

Embora as guerras existam, e sejam todos os dias mutiladas milhares de pessoas, e violadas centenas de mulheres, e esquecidos os direitos das crianças, e as mulheres sejam escravizadas pelos próprios maridos, e ainda que morram de fome e de doenças a toda a hora milhares de pessoas, será que não seria iniciado assim, uma nova corrente, uma outra maneira de olharmos o mundo…

Será que as coisas boas, (porque elas existem), não poderão ser elas as noticias, que nos entram pela casa adentro e que em vez de nos tirarem o apetite na hora do jantar, nos possam servir de inspiração, para fazermos cada vez mais, cada vez melhor.

Senhor primeiro-ministro, que se fale em optimismo, em vez de crise, e não apenas em época de eleições, que se fale de quem faz o bem, em vez de quem espalha o terror. Que os “cinco minutos de fama” não sirvam de troféu aos que roubam, assaltam, e estupram, e que por vezes o fazem para verem os seus delitos serem capas de revista e títulos de jornais… Que a palavra seja dada a quem tem alguma coisa de útil a dizer, que seja dada a quem sabe o que diz, que seja dada a quem sabe do que fala… e quando digo, sabe do que fala, não quero dizer a quem tenha muita conversa, quero dizer a quem seja sábio…

Quero ver telejornais, sim senhora!

Mas fartei-me do sensacionalismo com que se “ tratam” as notícias, como se exploram os sentimentos, as coisas que tocam fundo nas pessoas, como o desaparecimento de um filho, como se faz render o peixe e esticar a corda com a desgraça alheia, apenas para servir os interesses de alguns. Fartei-me de todos os “Casos Maddie”, de todas as guerras, de todas as gripes, que já deram a volta ao mundo e que já nos dizimaram por completo várias vezes.

Pior! Muito Pior do que a combinação das galinhas resfriadas, com a dos porcos constipados e com esta agora, que pelo menos tem um nome mais técnico, são os telejornais, que todos os dias fazem vítimas e ninguém toma uma atitude. Querem-nos matar, isso sim, mas é de preocupação! Encherem-nos de stress ao fim de um dia de trabalho, até que se expluda em frente a um ecrã de televisão.

 Querem-nos embebedar com noticias a que vão “ acrescentando água” para fazer render, às vezes MESES SEGUIDOS.

Como é que isto é possível. Meu Deus?

Não posso compactuar com isto, por isso recuso-me a ver telejornais!

Enquanto não derem noticias de que eu goste, não vejo mais, e pronto!

JÁ  DISSE! E quem quiser pode assinar por baixo:
Alda Maria Maltêz

 

 

Alda Maria – A Vida é um Jogo – Acrilico sobre tela 150×150 cm 

 

 

Era uma vez um rei e uma rainha…

 

Viviam num lindo castelo rodeados de abundância,

 tinham coches, cavalos, aias…

O Rei julgava que era soberano e que a sua palavra tinha força de lei,

aliás, o Rei pensava que estava acima da lei e gostava de falar com a rainha engrossando a voz…

O Rei, na realidade era um ser frágil e limitado que não se tinha apercebido do fim da monarquia,

 na verdade o Rei não percebera atempadamente que tinha entrado no século XXI…e isso foi-lhe fatal.

Por esse motivo a Rainha partiu, deixando o Rei com tudo;

o castelo, os coches e o poder que ele imaginava ter…

O Rei ficou sozinho no castelo,

confinado a movimentar-se de um aposento para o outro,

 do quarto para a sala, da sala para o quarto, enfim…uma casa de cada vez, como fazem os reis.

Enquanto a Rainha…

A Rainha ficou com toda a riqueza do mundo nas suas mãos vazias,

e finalmente pôde caminhar por todos os caminhos que escolheu percorrer,

 realizando os seus sonhos antigos e os seus projectos adiados…

 

…e a Rainha viveu feliz para sempre.

 

 Perdoem-me a analogia, mas realmente quem inventou o xadrez sabia o que fazia.

Não é por acaso que a Rainha se movimenta para onde quer, a distância que entender,

 enquanto que o Rei, até para comer, tem que esperar que a presa se aproxime.

 

A Rainha escolhe. O Rei sujeita-se…

 

O Rei é uma peça limitada, sem poder de decisão, que vive na ilusão de um estatuto

que há muito deixou de possuir, dependendo da protecção, ou não,

da Rainha e dos demais à sua volta, que ele desesperadamente tenta controlar,

sem se mexer demasiado, claro!

 

Uma peça, seguramente, largamente ultrapassada, neste tabuleiro de Xadrez, que é a vida…

 

Alda Maria

 

 

 

 

 

 Fotografia de Alda Maltez

Tenho três bens preciosos que são o meu espólio, o que eu salvaria, em caso de incêndio ou de inundação. Três coisas que não vendo por dinheiro nenhum, por terem um valor sentimental inestimável, até porque não foram compradas, nenhuma delas.

Uma, é um anel de ouro branco, com uma ametista, gasto e comido pelos anos em que andou a navegar os sete mares até chegar às minhas mãos numa qualquer praia de Maiorca. Ainda tem areia agarrada por dentro, para que eu nunca me esqueça da sua origem.

Sei. Simplesmente sei que já me pertenceu outrora, e como todas as coisas que nos pertencem, podem dar a volta ao mundo e passarem os séculos que tiverem que passar, que elas voltarão a chegar às nossas mãos da forma mais simples e inesperada, como o meu anel, trazido por uma onda do mar…

Alda Maria

 

 

 

 

 Fotografia de Alda Maltez

Tinha uma visão distorcida da realidade… Imaginava que o mundo era perfeito,

 e que as pessoas se podiam amar sem reservas

e falar umas com as outras acerca dos seus sentimentos.

 Coitada… Tss…Tss…vivia convencida de que se deve demonstrar o que se sente.

Por pouco não a internaram por causa disso.

 

-Sabes da última?

-Desde quando é que uma pessoa diz a outra o que sente?

-Deve estar doida…

-Pois, pois! Perdeu o juízo, é o que é!

-Vejam lá bem, agora até quer ser feliz…

-E aquele marido dela, como é que se chamava?

-Era uma jóia de rapaz, via-se mesmo, só de olhar para ele…

-Que pena…-Faziam um casal tão bonito!

-Pareciam tão felizes…Quem havia de dizer…

-Ainda por cima foi ela que saiu de casa!

-Uma mulher não sai de casa assim e deixa o marido e os filhos!

-A menos que… pois é …

-Deve ser isso mesmo, que eu não sou de intrigas, mas sair assim de casa…

-Uma casa tão bonita… um marido tão jeitoso… um carro tão bom…

-Ninguém me convence de que ela não tem outro!

-Ah! Pois deve ter, deve sim senhora!

-Cá eu, sou uma mulher como deve ser, às direitas!

 Nunca na vida deixaria o meu homem, nem a minha casinha, que é o meu lar.

 O meu Manel quando chega à noite depois do trabalho já tem a comidinha posta na mesa

e as pantufinhas preparadas para calçar.

Faço-lhe o jantarinho e ele nem abre a boca para dizer uma palavra que seja,

 vem esfomeado.

Às vezes lá abre a boca e diz:

 Oh! Deolinda, porra! Salgaste a merda do jantar!

Foda-se é sempre a mesma coisa.

Chega um gajo a casa farto de trabalhar e depois é isto!

Mas tirando isso, nunca diz nada, é um paz de alma, o meu Manel,

lá isso é verdade, não desfazendo.

Não faz mal a uma mosca…

a não ser quando o Benfica perde e ele fica com a mosca.

De resto, ali está aquela alminha…

Come em frente à televisão e depois estatela-se no sofá com o comando na mão

e fica ali a roncar até que o acordo para ele se deitar.

 Não tem nada que me aponte. Essa é que é essa!

Nunca teve que me chamar a atenção por estar alguma coisa fora do lugar

ou um botão por pregar numa camisa.

 Não me posso queixar, lá de vez em quando arranja uma mastronça,

mas volta sempre para casa, e eu desculpo-o, porque é destas coisas,

 os homens são diferentes de nós, têm aquelas necessidades…

Não me bate, por isso devo ser feliz, não acha?

 

-Pois tá claro que sim!

Uma mulher que faz o que lhe compete é uma mulher feliz, de certeza!

 -Já o meu, de vez em quando chega a casa com um copito a mais,

 e lá me chega a roupa ao pêlo. Mas é só mesmo de vez em quando…nada de mais…

Nadinha!

Até porque se ele me bate é porque quer dizer que ainda gosta de mim. Não acha vizinha?

-É verdade, e mulher séria, come e cala!

 

-Pois é! Voltando à outra…ele há com cada doida…

 -Pois há!