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Não sei se me acabaram os motivos ou as lágrimas, só sei que deixei de chorar…
Foi mais ou menos de repente, ou se calhar foi de repente que me dei conta que já não chorava por ti, mas isso foi antes de eu passar muitos dias a tentar perceber se era mesmo por ti que eu chorava ou se apenas chorava por mim, pela solidão a que as dores de crescimento me obrigavam.
Não sei, sei que acordei um dia e reparei que não havia nada que me fizesse ter vontade de chorar, nem tu, nem nós, nem nada, nem ninguém.
Não havia nada; só silêncio e paz…e uma alegria tímida e suave como pássaros a cantar aos primeiros raios de sol…
Levantei-me com espanto e curiosidade e tentei procurar motivos para me lembrar de ti e não me ocorria nada, tentei recordar-me do sabor da tua boca e essa ideia parecia-me tão distante como as memórias que perdera ao logo do caminho…
Reparei que me sentia mais leve…sei que as memórias pesam, mas não tinha percebido que pesavam tanto…Queria lembrar-me de ti mas haviam pormenores que já não recordava… queria lembrar-me de ti para não me esquecer dos teus olhos, do teu abraço, do teu cheiro…
Depois o tempo passou e eu esqueci-me por completo que te tinha esquecido, e quando sonhei contigo, nós deitados, a minha mão na tua, a minha cabeça no teu ombro a buscar refugio em ti, eu percebi, que não se esquece quem se ama, as memórias transformam-se em algo doce que nos acompanha e fazem parte de quem somos para o resto da vida…

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