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 A minha ideia para Portugal sair da crise é muito simples. Tão simples que até chateia e ao mesmo tempo tão complicada como complicado pode ser mudar um sistema… alterar um conceito… apagar e começar de novo, mandar abaixo o que está tão terrivelmente enraizado e construir uma nova realidade que no entanto seria tão simples de pôr em prática, bastava haver vontade politica para que fosse feito o “politicamente incorrecto”. Estou a falar de quê? Em primeiro lugar de uma mudança drástica no sistema de valores, de se perceber que efectivamente o país pertence aos portugueses e que todos temos, com todo o direito, uma palavra a dizer. Já se falou num governo de salvação nacional, e não será este o caso? E se esse governo de salvação nacional fosse apenas uma ideia para dar inicio a outra muito maior, com continuação e não com carácter temporário? Porque vivemos numa democracia, será que temos que seguir à risca o que democracia significa. Quem foi que inventou as regras e quem disse que não podem ser alteradas? Vamos alterar as regras do jogo? Podemos faze-lo? O que é necessário para o podermos fazer? Olhamos para os partidos que estão no poder, para a oposição e para os outros que gravitam à volta do poder como traças em volta de uma luz, e apenas podemos pensar que o que perpetua este movimento é pura e simplesmente a sede de poder, interesses pessoais, dinheiro… Maior parte dos protagonistas destes teatrinhos lamentáveis são homens ainda na fase da testosterona elevada. A competição fala mais alto do que os interesses nacionais e o ego individual ou partidário acaba sempre por se sobrepor ao que realmente interessa; governar o país. Como temos constatado, até agora, nada muda quando muda o governo. Vão uns e vêm os que já lá estiveram. Nada muda. Perpetuam-se mentiras. Faz-me lembrar uma má série de TV, cheia de maus exemplos para os jovens, mas que continua a ir para o ar (acho que já vai na oitava edição) em que nunca nada muda a não ser os protagonistas, até porque alguns vão ficando velhos demais para o papel e vão sendo substituídos. É insano que não se perceba que é o próprio sistema político que precisa ser substituído e não os seus parasitas… esses vão ficando por lá enquanto for rentável, e o pior é que nós permitimos que assim seja e ainda lhes damos a bênção! Eu sugiro que se escolham as pessoas certas para os cargos principais, para governar o país e que não sejam necessariamente escolhidas pelo partido que representam, mas pelo curriculum e pelo valor que possam acrescentar a um governo em que todos os partidos têm que estar representados, para que o povo também esteja, e que as pessoas para esses cargos sejam voluntários que dispensem remuneração. Jogar pela camisola… será que alguém ainda se lembra? Tirem uma licença sem vencimento e fiquem seis ou doze meses a ajudar o país a levantar-se… Pois é… assim é que era ver quem é que estava interessado no “poder”… era vê-los a inventarem desculpas para não aderirem a esta solução. Sem dinheiro não existe motivação e coisa e tal… e quem é que ia pagar os almoços e as viagens ao estrangeiro… Não seria necessário, visto que a única pessoa a representar o país seria o presidente da república! Decisões… teriam que ser discutidas até à exaustão, e só saíam da sala quando tivessem chegado a um acordo. E cada decisão tomada, seria fruto de um estudo exaustivo de todas as possibilidades e de pessoas em conjunto e não seria imputado nem culpa nem valor a nenhum partido, nem a nenhuma pessoa em particular porque seria uma decisão conjunta. Não seria isso uma verdadeira democracia? Não haveria um primeiro-ministro em destaque, haveriam vários, e as decisões seriam vigiadas por um presidente da república isento a quem caberia a função de falar ao país e de divulgar as decisões tomadas nas reuniões. A cereja em cima do bolo seria que, essas reuniões onde seriam efectivamente discutidos os números e os assuntos de uma forma séria (não como a palhaçada de lavagem de roupa suja na assembleia da república) teriam que ser filmadas em directo 24 sobre 24 horas para que a transparência fosse total. Tipo Big Brother! E agora eu pergunto: “What does it take?” Alda Maria Maltez

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