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O meu nome é Alda Maria Maltez.

Nasci a 22 de Maio de 1960, mas será que isto me define?

Como geminiana que sou, não sou uma pessoa apenas, sou muitas,

que se misturam, e completam a pessoa que eu sou.

Quem sou eu?

49 anos de idade, 1,53 m de altura,olhos e cabelos castanhos apanhados num “toutiço”

(trago quase sempre o cabelo apanhado para poder passar mais desapercebida).

Sou tímida, aparentemente. Quem olhar para mim vê uma pessoa calma,

 enquanto cá dentro vai um turbilhão de ideias constantes que se atropelam.

Nascem e às vezes morrem em fracções de segundo.

Tenho dois filhos, o David com 27 anos de idade e o Rafael com 21.

Já fui casada, já tive tudo o que possa ser entendido como estabilidade, agora não.

Hoje em dia, até profissionalmente não sei bem quem sou;

Desenhadora de moda infantil, artesã, poetisa, pintora, consultora financeira…

Mas quem sou eu realmente?

Tenho feito essa pergunta a mim mesma vezes sem conta.

Nos últimos anos tem sido assim. A guerra pela conquista da minha liberdade…

 Não me sei definir, não sei. Sou tanta coisa ao mesmo tempo!

Consigo ser sonhadora e romântica, e ao mesmo tempo quase fria e indiferente.

Consigo lutar até sangrar pela concretização dos meus objectivos e no entanto outras vezes,

apenas tenho forças para abrir as mãos e deixar partir… coisas… pessoas….

Consigo ser a maior optimista do mundo e acreditar em coisas que a maior parte das pessoas

 julgaria impossível conseguir, e nem sequer tentaria, e outras,

apenas deixar-me cair na cama e chorar durante horas…

 Quem sou eu afinal?

 A que tem um sentido de humor cáustico capaz de corroer ferro, ou a outra?

Aquela que tem um sorriso meigo e doce e ainda traços do seu lado infantil?

 Sou mãe, mulher, empresária, fiz tantas coisas…

Cuidei dos meus filhos, eduquei-os o melhor que sabia e podia.

Lavei, cozinhei, passei a ferro… Odeio tarefas domésticas!

Os negócios sempre falaram mais alto! Sempre me dediquei mais à fábrica.

Com vinte anos já tinha uma indústria têxtil com não sei quantas empregadas.

 Aí também fazia de tudo: desenhar colecções, fazer moldes, cortar, cozer à máquina…

 É mais fácil dizer o que não sei fazer. Mas será que isso define quem eu sou?

Se eu “tirar” a fábrica, as lojas, a casa, os carros, a profissão, será que assim ainda sei quem sou…?

 de que sou feita…? do que sou capaz…?

Será que já não sendo dona de nada, serei mais dona de mim?

 Será que assim vou descobrir quem realmente eu sou?

 Foi isso mesmo que eu fiz, para  responder a essa mesma questão.

Quem sou eu afinal? …

Ainda estou à procura…

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