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Monthly Archives: Novembro 2009

 

 

 

Alda Maria- A Penny for your thoughts

Acrilico sobre tela 50x70cm

De nós os dois

Tu sempre foste

O de mais sorte.

Voltaste a esta vida

Sem lembrar

A dor, o sofrimento,

A morte.

E o amor,

Que atravessando os tempos

Nos uniu,

E tu e esqueceste.

Mil anos e mil anos

E mais mil

De memórias que perdeste.

Lembra-te meu amor.

Lembra-te…por favor!

Eras a ave e eu era a arvore,

Eras a folha e eu era o ramo,

Eras a chuva e eu era o mar,

Sempre de braços abertos,

Pronta pra te abraçar.

Eras a boca e eu era o beijo

Éramos um em leitos de desejo.

Eu era a força, tu a razão.

Eras a mente, eu coração.

Eu era a luta, e tu a calma.

Éramos um, de corpo e alma.

Lembra-te meu amor.

Lembra-te…por favor!

                                                                                                                                                              Alda maria

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Alda Maria – Preto e Prata

Acrilico sobre tela- 100x130cm

 

Escrevo, rescrevo, transcrevo.

Apago, emendo, remendo.

Leio, releio, passeio,

Por entre as linhas escrevendo,

Poemas, em que te endereço

O meu amor, o meu apreço.

Digo, não digo, falo.

Palavras que não escrevo, calo.

Guardo, resguardo, amo.

Leio, releio, declamo.

Escrevi para ti e ofereço,

Prova que nunca te esqueço.

Guarda, com todo o desvelo,

Lê-o, relê-o, e sente…

O que eu senti ao escrevê-lo.

 

Alda Maria

 

 

 

 

Meu Amor…

Estas são palavras que eu não falo.

São coisa intimas, só minhas,

Que guardo fundo, que calo.

Acabaste de chegar, e vais embora…

Fica mais um pouco em mim.

Faz com que o passado e o futuro seja agora.

Conta-me sobre o teu dia,

Que eu bebo as tuas palavras

Respirando nostalgia.

E se hoje eu te olhar… Com outro olhar.

E se eu te despir… Sem te tocar.

E se eu te beijar… Sem te dizer.

Não ligues…Não dês importância…

É do momento.

Porque eu, meu amor, nunca te hei-de amar.

Foi assim o combinado… Lembras-te?

 

Alda Maria

 

 

 

Fotografia de Alda Maltez

Estou sem tempo…

Porque o tempo não existe.

 Não, na forma Newtoniana em que se nos habituamos a medir o tempo.

Não se pode medir algo que não existe, até porque o tempo é elástico.

Se estivermos com pressa, fazemos com que ele passe mais rapidamente.

 Por isso, e por experiência própria, se estiver com muita pressa para terminar algo,

 faço mais devagar, o que desacelera o tempo, e normalmente, no final ainda sobra … tempo…

Até parece complicado, mas é extremamente simples.

 

Estou sem tempo para explicar melhor.

Experimentem, e digam-me se não obtiveram os mesmos resultados que eu…

 

Alda Maria

É a minha mais recente paixão, muito recente mesmo, a fotografia. Fica assim, ali entre o desenhar e o pintar.

…Et voilá…

Tem uma vantagem, principalmente em relação à pintura, é que não suja nada,

( pinto a espatula e trincha…)

e “dá para brincar” com as cores, as texturas, os efeitos…

“I’m loving it”

 

 

Fotografia de Alda Maltez

( Este poema dedico a todas as pessoas, que neste Natal não possam ter  junto de si os que mais amam).

 

É Natal…

 faz frio…

neva…no meu coração.

Olho as montras, sem ver.

Não me revejo,

no reflexo que o vidro me devolve.

Onde está o brilho no olhar,

que em outros Natais

iluminava a arvore da minha vida?

Escolho os enfeites…ausente.

As luzes parecem-me baças…desfocadas…

Sou apenas eu, que já não penduro sorrisos.

Penso…

no presente que te daria se estivesses aqui…

Se a minha casa, fosse também a tua casa,

então esta seria a nossa arvore,

e eu teria embrulhado beijos, para te oferecer.

É Natal…mais um!

 

Alda Maria

 

 

 

Fotografia de Alda Maltez

Uma vez um anjo tocou-me com uma asa e disse… Alda, olha para ali! E eu olhei… E o que eu vi, jamais poderia imaginar que fosse possivel existir. A minha incredulidade era tanta, que fiquei durante alguns segundos sem articular uma palavra, com os olhos arregalados de espanto. Esfreguei os olhos, e olhei de novo, mas ele não tinha desaparecido. Continuava ali, mesmo à minha frente… Era um duende, pequeno e com um ar esperto. Não falava, comunicava comigo através do pensamento, e disse: Vais fazer uma grande viagem. Largas tudo o que estás a fazer, deixas tudo o que tens, e partes. Não podes olhar para trás, se o fizeres voltas de novo ao ponto de partida e começas o trajecto do inicio. Vais por esta estrada fora até receberes um sinal. Tens que caminhar com os olhos fechados, quando chegares ao fim do caminho vais saber o que fazer. Não te preocupes, que em cada encruzilhada, eu vou estar lá para te dar indicações. Mas lembra-te. Não podes abrir os olhos, nem olhar para trás, senão tens que voltar ao principio e percorrer todo o percurso novamente! Dentro de mim sabia que tinha chegado o momento de partir. Lembro-me de que tinha muito medo de  partir sem saber o destino, ainda por cima com os olhos fechados, mas o meu anjo de novo me falou, e disse: Alda, não tenhas medo, confia! E eu assim fiz. Iniciei um percurso sem ver o caminho, nem saber aonde esse caminho ia dar, sem saber o que iria encontrar do outro lado. Ia ser uma viagem muito comprida, tinha-me dito o duende, e eu iria ter que passar por sete verões muito quentes e sete invernos muito frios. Então é melhor eu levar uns agasalhos, eu disse… Mas o duende olhou para mim, e sorriu, com um sorriso sábio , e eu entendi… Tudo o que eu levar comigo nesta viagem, só me vai atrasar o caminho. Os agasalhos, que me aquecerão no inverno, serão um peso insuportável no calor do verão. Não leves nada, disse, com um olhar matreiro… -Nada? … Não tenho uma casa para morar, não tenho um carro para me deslocar, vou ter que deixar o meu trabalho, a minha profissão, não tenho dinheiro para me alimentar, como é que eu vou sobreviver…? Confia!  Se confiares, terás tudo o que necessitas para sobreviveres a esta viagem, e quando chegares, terás tudo isso e muito mais à tua espera. Só tens que acreditar! E foi isso que eu fiz… Não vou dizer que não estava morta de medo, mas sabia, dentro de mim, que esse era o único caminho. Despedi-me das pessoa que eu mais amo e parti. Os primeiros passos foram muito inseguros, por vezes as pernas fraquejavam, e eu sentia  um terrivel impulso de voltar para trás. As noites eram muito frias, e eu ficava enroscada com medo de todos os sons que vinham da floresta, sentia o respirar dos animais à minha volta, e tentava ficar o mais quieta possivel, para não ser detectada.  Durante muitas noites de solidão chorava até voltar a amanheçer, e de novo continuava a viagem, sem saber o destino. Então, quando eu já estava a desesperar, entrei numa pequena clareira, e senti no rosto o calor do sol,  e foi aí que o Bosque falou comigo numa forma clara e inequivoca. Só quem já passou por um despertar espiritual pode compreender o que significa “ O Bosque falar connosco” E Ele disse: – Abre os olhos! E eu abri. Agora vê! disse a voz Tudo o que vês à tua volta sou Eu. Todas as plantas, todas as flores, cada folha é um milagre, cada insecto. Ouve o som do vento, e ouvirás a Minha voz, escuta o canto dos passaros, que Eu te falarei através deles, e tu saberás sempre, que, onde quer que vás, onde quer que tu estejas, Eu estarei sempre junto a ti, Eu nunca te abandonarei. Estarei sempre contigo durante todo o teu caminho, por muito duro que ele te possa parecer. Tudo o que te é enviado para vivenciares, será sempre porque é uma lição  que tens para aprender.Quanto mais depressa aprenderes as tuas lições, mais fácil será o teu percurso. Tudo o que tens sou Eu que te dou. Nada receies. Olharei sempre por ti. Quando essa conversa terminou, eu senti-me tão leve, como se fosse uma folha de uma árvore, e tão inspirada, como se fosse uma brilhante gota de água,  e tão feliz, como se fosse um lindo passaro azul. E continuei o meu caminho, sem nada, mas feliz! Ainda não tinha precorrido 100 metros quando apareceu à minha frente uma encruzilhada, e no meio, sentado numa pequena pedra, estava o duende, como se sempre soubesse que eu iria passar por ali. Escolhe! disse-me o duende, com um sorriso misterioso… Se fores pelo caminho da esquerda, terás uma vida de conforto e tranquilidade. Não te faltará nada. Terás segurança, casa, carros, dinheiro. Nunca terás fome nem frio, mas também nunca  terás amor e nunca serás feliz. Serás sempre uma prisioneira da tua própria vida e terás sempre azedume, revolta e raiva dentro do coração. Se escolheres o caminho da direita, não terás absolutamente nada. Mas lembra-te, que tudo nasce do nada… Agora escolhe! E desapareçeu, como que por encanto, deixando no ar o eco das suas pequenas gargalhadas…Símel!…Símel!…gritei, pensando que voltaria se eu o chamasse pelo seu nome. Não me deixes aqui sozinha! Não sei que caminho escolher, disseste que me ajudavas quando chegasse a altura. Que grande ajuda me deste, não hajam dúvidas! Senti uma aragem quente no ar, e lá estava de novo o meu anjo… Alda, a resposta está dentro de ti. Apenas tu sabes o caminho que tens que tomar, apenas tu sabes o que é melhor para ti. -Não sei o que fazer… Fecha os olhos e escolhe com o coração.  Vais ver como a resposta é tão clara e tão óbvia. Fechei os olhos, e nisto o meu anjo trocou-me as voltas, andou comigo à roda e depois desapareçeu. Fiquei completamente sozinha de novo, os olhos fechados, perdida e com um caminho para escolher… O da esquerda tenho segurança… O da direita não tenho nada…Nada é tudo… O que é que ele quer dizer com isso?

 

 

De repente uma luz forte quase me cegou, queria abrir os olhos e não conseguia. Está aí alguém? Não via nada, nem adiantava abrir os olhos que não conseguia. Senti uma presença. Quem está aí? Perguntei.Não tenhas medo! disse uma voz. Não tenho!  Sinto apenas uma paz interior muito grande…Quem és?Sou um mensageiro de luz. Trago uma pista para te entregar. O que escolheres fazer com ela pode alterar o teu percurso a partir daqui. Usa bem a informação que te dou, pois apenas os seres priveligiados são abençoados com a sabedoria dos seres de luz. Foste escolhida, mas tens que estar à altura das informações que te vão ser transmitidas. Usa-as com sabedoria e responsabilidade. As pessoas à tua volta não vão compreender, por isso o teu caminho será solitário. E começou a falar… Falou-me de vidas que eu já tinha vivido e de caminhos que em tempos tinha percorrido, e das pessoas que eu conhecia, e porque as tinha conhecido, de quem elas eram e quem elas tinham sido, e como estavam relacionadas com o presente e com os Karmas acumulados do passado,e porque os seus caminhos tinham cruzado com o meu, e as lições que teria que aprender, os ensinamentos. Fiquei incrédula, com toda a informação que recebi, e porque tinha sido escolhida para receber esta informação. Porque me estás a contar tantas coisas? perguntei… Porque tu não tens feito outra coisa senão perguntar! Eu? Sim, tu! Tens as respostas contigo desde sempre, estou aqui apenas para te confirmar! Ah!..Eu sabia, eu sempre soube que havia algo mais, que as minhas dúvidas eram quase certezas, que tinha que haver uma explicação plausível…e há! Obrigada! E agora, o que é que eu posso fazer em relação a este assunto, com tudo o que eu agora sei? perguntei… Nada! É apenas para que saibas que sempre soubeste a verdade…  e saber a verdade é uma responsabilidade maior do que possas imaginar… E desapareceu, assim como tinha chegado.  Okay! Um anjo falou comigo, depois um duende, o bosque também e agora um mensageiro de luz mandado pelo universo… sim senhora, senhora dona alda maria, que bela história, pena que ninguém vai acreditar em ti, bom, mas também o que é que isso importa, hem? Nada! Quando recuperei do choque, depois de tudo o que fiquei a saber, comecei a compreender muitas coisas… Ah! Então era por isso que eu… e agora percebo porque fiz o que fiz, quando nem eu mesma  conseguia compreender as minhas atitudes em determinadas situações, e porque as coisas aconteciam de certa forma e os acontecimentos se repetiam, e eu tomava sempre o mesmo caminho e escolhia fazer sempre a mesma coisa, e porque… ah! então era por isso… agora começo a compreender… Há coisas que não se explicam, têm que ser experienciadas por cada um,e cada um tem uma forma diferente de despertar espiritualmente, mas é sempre durante uma longa travesia no deserto, ou de uma doença prolongada que o Universo nos põe à prova e testa os nossos limites, e nos apresenta as nossas escolhas, e nos obriga a tomar decisões e nos faz pensar. Há pessoas a quem o seu despertar surge apenas no fim dos seus dias, de uma forma calma, enquanto outras, por estarem demasiado longe de cumprirem o seu propósito de vida têm que virar o seu mundo do avesso para ficarem em contacto com o seu eu superior ou com o seu interior e dar-se então o seu despertar. É sempre uma experiência muito dolorosa, mas é praticamente  uma metamorfose. Há que morrer o velho, para poder entrar o novo. Há que deixar uma vida inteira para trás,para poder ser dado inicio a uma nova vida, novos cíclos. Transformar velhos hábitos,  largar conceitos ultrapassados… É escavar até às fundações para de novo construir em cima de alicerces novos. É nascer de novo. É como uma folha em branco, onde tudo se pode ainda escrever… É renascer, para poder de novo, ser…

 

Alda Maria

 

 

 

Alda Maria – Dunas

Acrilico sobre tela 120×120

Vou contar-te um segredo…

 Com certeza que já ouviste falar em vidas passadas.

 Acreditas?

 Posso confiar em ti, e contar-te tudo o que descobri?

 

Há muitos séculos atrás,

na idade média, viveu uma mulher que se chamava Kenna.

Era oriunda de uma tribo indigena, que habitava a floresta.

Kenna vivia com o seu companheiro, Metuqui,

de quem tinha um filho, de seu nome Orion, mas Kenna não era feliz.

Um dia passou pela sua tribo um guerreiro vindo de longe

e Kenna perdeu-se de amores por ele, e ele por ela.

Quando o guerreiro partiu, Kenna partiu com ele, levando consigo Orion.

 Foi assim que Kenna encontrou o grande amor da sua vida, a sua alma gémea.

Wetiok era um jovem guerreiro que andava de tribo em tribo,

mas por amor a Kenna, deixou a sua vida errante e viveram tempos

de amor e felicidade, que juraram, seria eterno.

Mas o que eles não sabiam, é que Metuqui, por despeito e vingança,

 havia lançado sobre eles um feitiço, para que, o nascimento do seu primeiro filho,

os separasse para toda a eternidade.

Foram anos de  grande harmonia e felicidade, sem que houvesse a minima suspeita

 da vingança de Metuqui, até que um dia Kenna ficou de novo grávida.

 Quando nasceu a filha de ambos,  Atuquia, Wetiok, inexplicavelmente,

num acesso de ciumes exigiu, que Kenna entregasse o seu filho Orion a alguém para cuidar,

para que apenas se dedicasse à filha de ambos.

Com medo do que ele pudesse fazer com o seu filho, Kenna, com o coração partido

de dor e mágoa, durante a noite agarrou em Orion e deixou Wetiok para sempre,

que ficou sozinho  com a filha de ambos para criar.

Arrependido, Wetiok passou o resto da sua vida a procurar por Kenna.

Viajou de aldeia em aldeia, com Atuquia a procurar por ela, mas nunca a encontrou.

Morreu de tristeza, e nunca mais voltou a casar, pois havia perdido para sempre

 a única mulher que alguma vez havia amado.

Kenna também não voltou a casar, e morreu velhinha, curiosamente muito perto

 do lugar onde Wetiok foi enterrado.

E foi assim que começou um Karma, que até aos dias de hoje se encontra por resgatar.

Todas as vidas desde então, Kenna e Wetiok se encontram,  mas nunca mais se voltaram a unir.

Todas as vidas se amam e se desencontram.

 O feitiço apenas pode ser quebrado por uma pessoa que saiba de toda a verdade,

 e em todas as vidas, Kenna tem vindo a reunir provas até ao fim dos seus dias,

e a desenvolver capacidades que lhe dêem o conhecimento para lutar contra essa maldição.

Infelizmente, o feitiço é muito forte, e apenas pode ser quebrado quando eles

de novo se voltarem a tocar.

 Numas vidas, é Kenna que foge do amor dele, com medo de voltar a sofrer,

e noutras, é ele que foge do amor dela. A dor que Wetiok sentiu por ter amado tanto Kenna,

ainda está gravado no seu subconsciente, e ele foge  desse  sentimento

que um dia o fez morrer de tristeza. O karma de Kenna é saber a verdade e não poder

fazer nada, porque Wetiok se recusa a ouvir a sua voz interior. Enquanto esse dia não chegar,

esse karma não será resgatado,  para que então eles possam de novo encontrar os seus

 verdadeiros caminhos.  A Kenna, resta-lhe apenas esperar, que Wetiok  encontre dentro dele

 as respostas, que ela já há muito tempo encontrou, e que, quando esse dia chegar, não seja,

de novo, tarde demais…

 

Alda Maria

 

 

 

Fotografia de Alda Maltez

Hoje, comprei uma mala de viagem.

Não tinha uma mala de viagem.

Não precisava de uma mala de viagem. Mas comprei!

Sei que vou viajar.

Como é que eu sei? Não sei.

Simplesmente sei que vou viajar…

Não é uma viagem grande, porque a mala é pequena.

Não sei até onde vou viajar, nem se vou sozinha.

É uma mala simples, preta, sóbria, apenas para uma pessoa.

Apenas para uma pessoa, para uma viagem curta.

Apenas para mim.

Vou viajar em breve, não sei para onde, e isso intriga-me…

Imagino se será em trabalho, ou se finalmente vou tirar aqueles dias de férias…

Não tenho nada programado, por isso não faço a minima ideia.

Comprei a mala, porque sabia que ia precisar dela.

Agora é só aguardar…

A última vez que comprei alguma coisa porque sabia que iria precisar

 e não sabia porquê, foi no ano passado.

Comprei um vestido de cerimónia. Olhei para o vestido e pensei:

“ Vou precisar deste vestido para ir a um casamento”.

Não conheço ninguém que se vá casar, há anos que não vou a nenhum casamento…

Experimentei. Ficava-me bem. Perfeito!

Pensei em não comprar, mas sabia que ia precisar dele e acabei por levá-lo.

Dez dias depois, recebi um convite inesperado para ir a um casamento.

Por estas, e por outras, é que eu sei que vou de viagem,

só não sei quando, nem para onde.

Apenas sei que vou!

Alda Maria

 

 

 

Fotografia de Alda Maltez

 

 Assim estou eu…

Como Merlin,

O Mago.

Ainda,

E para sempre

Aprisionado

Em Célticos

Bosques Encantados

Por artes mágicas

De Nimue fadado.

 

Assim estou eu…

Para todo o sempre

Enfeitiçada,

Eternamente por ti

Enamorada.

Quebra este feitiço,

Senhor, eu te rogo!

Com o poder

Da agua!

Da terra!

E do fogo!

 

Com palavras mágicas

O encanto desfaz.

Mata esta loucura.

Devolve-me a paz.

 

Alda Maria